Laboratório de Estudos Rurais (LERU)
  • LERU realiza encontro de planejamento para 2026 e mutirão pedagógico e agroecológico

    No dia 8 de novembro de 2025, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU), vinculado ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, realizou uma jornada de planejamento das atividades para o ano de 2026, reunindo professores/pesquisadores e estudantes vinculados às atividades de ensino, pesquisa e extensão do grupo, da graduação e da pós.. 

    A programação iniciou pela manhã com uma reunião de trabalho dedicada à organização das atividades acadêmicas e científicas do laboratório para 2026. Entre os principais pontos discutidos esteve a definição do modelo de supervisão do LERU, que passará a funcionar de modo compartilhado entre os docentes do laboratório. Também foram debatidas perspectivas de projetos de pesquisa em andamento e novas iniciativas, bem como possibilidades de financiamento associadas a programas e parcerias institucionais. A agenda contemplou ainda a organização das equipes de pesquisa, envolvendo orientandos de graduação e pós-graduação, bolsistas e colaboradores vinculados aos diferentes projetos conduzidos no laboratório.

    Durante o encontro também foram discutidas estratégias para fortalecer a dinâmica acadêmica do LERU, incluindo a criação de uma agenda anual de atividades, a organização de grupos de estudos e a articulação entre projetos de pesquisa e extensão, com forte ênfase nas idas à campo, e a busca por financiamentos.

    Outro tema abordado foi a continuidade das parcerias do laboratório com povos e comunidades tradicionais. Foram discutidas ações em andamento e perspectivas de colaboração em projetos voltados à gestão territorial, à valorização de conhecimentos locais e ao desenvolvimento de atividades de pesquisa e extensão junto a comunidades indígenas e quilombolas da região.

    Após a reunião de planejamento, os participantes realizaram um almoço coletivo que marcou a continuidade do encontro em um momento de convivência e troca de experiências. No período da tarde foi realizado um mutirão pedagógico e agroecológico, com atividades de preparo do solo e plantio de mais de quinze espécies cultivadas. A atividade buscou integrar práticas agrícolas, reflexão coletiva e convivência entre os integrantes do laboratório, reafirmando o compromisso do LERU com formas colaborativas de produção de conhecimento e com a valorização de práticas agroecológicas.

    O encontro foi encerrado no final do dia em torno de uma fogueira, celebrando o trabalho coletivo e o fortalecimento das relações entre professores/pesquisadores, estudantes e colaboradores do laboratório. A iniciativa reforça a proposta do Laboratório de Estudos Rurais (LERU) de contribuir para o desenvolvimento de abordagens críticas e comprometidas com as transformações do mundo rural.


  • Membros do LERU integram conteúdos de aula ao Festival Cultural Guarani em Biguaçu (SC)

    No dia 7 de novembro de 2025, estudantes da graduação vinculados ao Laboratório de Estudos Rurais (LERU) e da pós-graduação em Agroecossistemas, do Centro de Ciências Agrárias, da Universidade Federal de Santa Catarina, tem conteúdos integrados ao Festival Cultural Guarani 2025 (Mbya Nheovogaa Regua), na Aldeia Yynn Moroti Whera, localizada no município de Biguaçu, em Santa Catarina.

    A atividade foi articulada pelos professores Valmir Luiz Stropasolas e Daniela Aparecida Pacífico, que atuam no Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas (PPGA) da UFSC, respectivamente nas disciplinas de Agricultura Familiar e Interdisciplinaridade em Agroecossistemas. A iniciativa buscou integrar atividades formativas desenvolvidas no âmbito do laboratório, e as disciplinas, com uma experiência de campo voltada à aproximação dos estudantes com contextos socioculturais e territoriais específicos.

    O Festival Cultural Guarani 2025 (Mbya Nheovogaa Regua) ocorreu entre os dias 4 e 6 de novembro de 2025 e foi concebido como um espaço de valorização e visibilização das expressões culturais do povo Guarani. A programação do evento reuniu diferentes atividades voltadas à celebração das tradições indígenas, incluindo cantos, danças, apresentações teatrais, contação de histórias, mostras de filmes, rodas de conversa, brincadeiras tradicionais, pinturas corporais e exposições de arte e artesanato, além da culinária tradicional.

    Ao promover a imersão em práticas culturais e formas de expressão próprias da cultura Guarani, a articulação de conteúdos disciplinares com o evento constituiu um espaço privilegiado de aprendizagem e de diálogo intercultural. Nesse contexto, a participação dos estudantes do LERU e do PPGA integrou os conteúdos discutidos nas disciplinas com uma experiência de campo que possibilitou observar e refletir sobre a diversidade de saberes, práticas culturais e formas de organização presentes nos territórios indígenas.

    A articulação de conteúdos ao festival contribuiu, assim, para ampliar as oportunidades formativas oferecidas aos estudantes, articulando ensino, reflexão acadêmica e experiências de aproximação com realidades sociais e culturais.

      


  • LERU recebe Flávia Ramos, pesquisadora e colaboradora do Laboratório

    No dia 24 de outubro, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU) recebeu, de forma presencial, a pesquisadora e colaboradora Flávia Ramos, fortalecendo os vínculos acadêmicos e institucionais construídos ao longo de sua trajetória junto ao laboratório. Residente na Alemanha, Flávia esteve no Brasil e aproveitou a ocasião para realizar uma visita ao LERU, espaço com o qual mantém colaboração ativa desde 2023.

    Com doutorado em Sociologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, a pesquisadora tem desenvolvido investigações alinhadas aos temas centrais do laboratório, além de consolidar uma parceria acadêmica contínua com a professora Karolyna Marin Herrera, com quem assina diversas publicações. Sua trajetória evidencia uma inserção consistente em redes de pesquisa nacionais e internacionais, contribuindo para o fortalecimento da produção científica no campo dos estudos rurais, gênero, mulheres rurais e agroecologia.

    Durante a visita, Flávia Ramos apresentou aos membros do LERU reflexões sobre pesquisas em fase de conclusão, compartilhando resultados preliminares, desafios analíticos e perspectivas teórico-metodológicas. Também destacou sua experiência de colaboração com o laboratório, enfatizando o papel do LERU como espaço de interlocução qualificada e de construção coletiva do conhecimento.

    A presença de Flávia no LERU reafirma a importância da consolidação de redes acadêmicas e o avanço de agendas de pesquisa comprometidas com a análise crítica das dinâmicas rurais contemporâneas.


  • Pesquisadores do LERU são credenciados em programas de pós-graduação da UFSC em 2025

    Outubro de 2025 marcou um momento importante para o fortalecimento institucional do Laboratório de Estudos Rurais (LERU). Três professores que integram o laboratório consolidaram sua inserção em programas de pós-graduação da universidade, ampliando as possibilidades de articulação entre pesquisa, ensino e formação de novos pesquisadores.

    O professor Cristiano Desconsi, que encontra-se credenciado desde 2024 no Programa de Pós-Graduação em Administração da UFSC, assumiu a coordenação da linha de pesquisa. As professoras Daniela Aparecida Pacífico e Karolyna Marin Herrera passaram a integrar o quadro de professores permanentemente de programas de pós-graduação da UFSC, respectivamente Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas e Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas.

    A institucionalização dos docentes em programas de pós-graduação representa um passo relevante para a consolidação das atividades de pesquisa desenvolvidas no âmbito do LERU, uma vez que amplia as possibilidades de orientação de mestrado e doutorado, fortalece a inserção institucional do laboratório em diferentes áreas do conhecimento e contribui para a formação de redes de pesquisa interdisciplinares.

    A diversidade de inserções acadêmicas dos pesquisadores do laboratório também reflete a amplitude temática das investigações desenvolvidas pelo LERU. A professora Karolyna atua em temas relacionados a trabalho, gênero e agroecologia; o professor Cristiano desenvolve pesquisas nas áreas de gestão rural, trabalho e economia familiar; e a professora Daniela dedica-se a estudos sobre tecnologias, agricultura e sociedade.

    A presença em diferentes programas de pós-graduação contribui para ampliar o diálogo entre campos disciplinares distintos e reforça a capacidade do laboratório de produzir conhecimento sobre as transformações contemporâneas do mundo rural, articulando perspectivas das ciências agrárias, das ciências sociais e da gestão. Dessa forma, o credenciamento dos pesquisadores representa não apenas um reconhecimento institucional de suas trajetórias acadêmicas, mas também um importante avanço para o fortalecimento das atividades de pesquisa, formação e cooperação científica desenvolvidas pelo LERU.


  • LERU no 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia “É nos territórios que a vida pulsa, é nos territórios que o povo resiste”

    O Laboratório de Estudos Rurais (LERU), por meio de seus pesquisadores e estudantes, participou do 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia, realizado entre os dias 15 e 18 de outubro de 2025, na cidade de Juazeiro, Bahia. O evento foi promovido pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) em parceria com diversas instituições acadêmicas, organizações sociais e movimentos da agroecologia, tendo como tema “Agroecologia, Convivência com os Territórios Brasileiros e Justiça Climática”.

    Considerado o maior evento latino-americano dedicado à agroecologia, o congresso reuniu mais de seis mil participantes, entre pesquisadores, estudantes, agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas, gestores públicos e representantes de movimentos sociais, consolidando-se como um importante espaço de diálogo entre diferentes formas de produção de conhecimento.

    A programação do congresso foi marcada por plenárias, painéis temáticos, atividades autogestionadas, apresentações de trabalhos científicos e espaços de diálogo entre saberes acadêmicos e populares. Entre os diversos espaços de troca de experiências estiveram os chamados “Tapiris de Saberes”, que reuniram trabalhos e debates organizados em diferentes eixos temáticos relacionados à agroecologia, educação, políticas públicas, saúde, comunicação e economia solidária.

    Durante o evento, o LERU/CCA/UFSC esteve representado por pesquisadores e estudantes que participaram de sessões de apresentação de trabalhos e de debates científicos voltados à reflexão sobre os desafios contemporâneos da agricultura e da formação profissional nas ciências agrárias. Os professores e estudantes do LERU apresentaram sete trabalhos, fruto de suas pesquisas e ações de extensão. A presença do laboratório integrou um amplo conjunto de instituições acadêmicas e redes de pesquisa que vêm contribuindo para o fortalecimento do campo da agroecologia no Brasil.

    O congresso também contou com forte participação de organizações da sociedade civil, entre elas a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), que promoveu diversas atividades durante o encontro, incluindo debates sobre justiça climática.

    Ao reunir ciência, práticas sociais e saberes tradicionais, o Congresso Brasileiro de Agroecologia reafirma a agroecologia como campo científico, prática agrícola e movimento social, promovendo o diálogo entre universidade e sociedade e contribuindo para a construção de caminhos para sistemas agroalimentares mais sustentáveis e socialmente justos.

    A participação do LERU neste importante encontro nacional reforça o compromisso da universidade com a produção de conhecimento crítico e com o fortalecimento de iniciativas voltadas à sustentabilidade socioambiental, à agricultura familiar e à construção coletiva de alternativas para o futuro da agricultura.

     

     


  • Apresentação de projeto de pesquisa de mestrado sobre “Enchentes”

    No dia 26 de setembro de 2025, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU) recebeu a apresentação do projeto de dissertação de Laura Cristina Pereira de Oliveira, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PGDR/UFRGS) e colaboradora do laboratório. A atividade integrou a agenda de intercâmbios acadêmicos do LERU, consolidando-se como um espaço de diálogo e reflexão coletiva sobre temas contemporâneos das dinâmicas rurais.

    A pesquisa apresentada, intitulada “Análise de conjuntura sobre as enchentes no Alto Vale do Itajaí entre os anos de 2008 a 2024”, propõe uma abordagem crítica das políticas públicas voltadas às populações atingidas por desastres socioambientais no estado de Santa Catarina. Fundamentada na metodologia de análise de conjuntura, a investigação busca identificar os principais atores sociais envolvidos, seus interesses, estratégias e as correlações de forças que atravessam a formulação e implementação dessas políticas .

    O trabalho destaca a recorrência das enchentes no Alto Vale do Itajaí como expressão de vulnerabilidades socioambientais historicamente construídas, associadas tanto a fatores territoriais quanto a escolhas políticas e institucionais. Ao privilegiar a perspectiva das populações do campo — incluindo agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais — a pesquisa contribui para o avanço de uma agenda analítica ainda pouco explorada no campo dos estudos rurais .

    A apresentação no LERU fomentou um debate qualificado entre pesquisadores, estudantes e colaboradores, permitindo o aprofundamento de questões teórico-metodológicas e o intercâmbio de experiências entre diferentes trajetórias acadêmicas e institucionais. Destacou-se, nesse contexto, a relevância da articulação entre pesquisa científica e compromisso social, especialmente em temas que envolvem conflitos socioambientais e a atuação do Estado.

    Essa troca reforça o papel do LERU como espaço de produção coletiva de conhecimento e de fortalecimento de redes de pesquisa comprometidas com a análise crítica das transformações no meio rural. A participação de Laura, enquanto pesquisadora em formação e colaboradora do laboratório, evidencia a importância da circulação de ideias e da construção conjunta de agendas de investigação, contribuindo para o adensamento teórico e empírico das pesquisas desenvolvidas no âmbito do LERU.


  • Pesquisadora do LERU participa do 11º Encontro da Rede de Estudos Rurais

    A professora e pesquisadora Karolyna Marin Herrera, integrante do Laboratório de Estudos Rurais (LERU) do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, participou do 11º Encontro da Rede de Estudos Rurais, realizado 01 a 05 de setembro de 2025, na Universidade Federal da Bahia em Vitória da Conquista, Bahia. O Encontro da Rede é um dos principais espaços de intercâmbio acadêmico dedicados à reflexão sobre transformações sociais, políticas e econômicas no meio rural brasileiro.

    Durante o encontro, a pesquisadora realizou duas intervenções em diferentes espaços da programação científica. Na primeira apresentação, intitulada “A institucionalização dos estudos rurais feministas no Brasil e a Rede de Estudos Rurais: uma análise das transformações recentes”, a pesquisadora analisou o processo de consolidação de abordagens feministas no campo dos estudos rurais. A exposição discutiu como, nas últimas décadas, as perspectivas de gênero passaram a ocupar um lugar cada vez mais central nas agendas de pesquisa sobre o mundo rural, contribuindo para ampliar a compreensão das desigualdades sociais, das dinâmicas de trabalho e das formas de organização política das mulheres no campo. A análise também destacou o papel da Rede de Estudos Rurais como espaço de articulação científica que tem favorecido a circulação e a institucionalização dessas abordagens no debate acadêmico brasileiro.

    Em uma segunda participação, a pesquisadora apresentou um vídeo produzido no âmbito de uma pesquisa coordenada por ela, no LERU. O vídeo denominado “O Protagonismo das Mulheres Rurais no Trabalho e Gestão”, é um material audiovisual que apresenta a rotina diária de uma mulher agricultora. A rotina desta mulher pode ser muito bem extrapolada para as realidades de muitas outras mulheres agricultoras e evidencia suas contribuições para a organização do trabalho agrícola, para a gestão das unidades produtivas e para os processos de construção de autonomia econômica e política nos territórios rurais.

    A apresentação do vídeo integrou um espaço de diálogo voltado à valorização de metodologias de pesquisa que articulam produção científica, comunicação do conhecimento e valorização das experiências sociais das mulheres no meio rural. Ao dar visibilidade às trajetórias, práticas e estratégias das agricultoras, o material contribui para ampliar o reconhecimento do papel das mulheres na agricultura e nas dinâmicas de desenvolvimento rural.

    A participação da professora Karolyna no encontro reforça a presença do Laboratório de Estudos Rurais (LERU) nos debates acadêmicos nacionais sobre transformações do mundo rural, destacando a relevância das abordagens feministas para a compreensão das relações sociais, das formas de trabalho e das dinâmicas de poder nos territórios rurais contemporâneos.


  • SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE EXTENSÃO

    As professoras Daniela Aparecida Pacífico e Karolyna Marin Herrera juntamente com o professor Cristiano Desconsi , no uso  de suas atribuições , conforme o  disposto no  EDITAL Nº 08/2025/PROEX – Probolsas 2026, tornam pública a abertura das inscrições para selecionar alunos/as de graduação que irão desenvolver atividades de extensão no âmbito dos Projetos: UBUNTU: Africanidades, identidades, costumes, culturas e práticas alimentares (Coordenado pela Profa. Daniela); Sensibilização e apoio à realização de boas práticas, sustentáveis e saudáveis, em territórios de povos tradicionais e comunidades rurais e locais (Coordenado pela Profa. Karolyna);  Gestão dos custos e precificação de produtos de qualidade: acompanhamento e análise em empreendimentos rurais (Coordenado pela Prof. Cristiano).

    • As inscrições deverão ser realizadas no período de 13/02/2026 até 23/02/2026 por meio de preenchimento do formulário, anexando os seguintes documentos:
      I –Histórico escolar atualizado;
      II – Espelho de matrícula;
      A lista com as inscrições deferidas será publicada no site.

    Mais informações no link:

    Edital de Seleção Nº 08/2025/PROEX

    Resultado_FINAL_PROBOLSAS2026.docx


  • LERU realizou Relatos de Experiência do Estágio de Vivência em Agricultura Familiar

    O Laboratório de Estudos Rurais (LERU) realizou, no dia 22 de setembro de 2025, no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina (CCA/UFSC), um encontro dedicado aos Relatos de Experiência do Estágio de Vivência em Agricultura Familiar.  A ocasião reuniu estudantes de graduação em Agronomia que concluíram o estágio. O evento tem como objetivo proporcionar um espaço de troca de experiências entre os estudantes que já participaram do estágio , tendo como público-alvo os estudantes que vão realizar o estágio, além de professores supervisores, professores orientadores e agricultores/as envolvidos no processo. A iniciativa foi organizada pela Comissão Executiva do Estágio, com o apoio do Ciclo de Encontros Temáticos, que tem como finalidade estimular a análise crítica e interdisciplinar de temáticas relacionadas ao desenvolvimento rural, às dinâmicas territoriais e à agricultura familiar.

    O Estágio de Vivência em Agricultura Familiar constitui um componente curricular obrigatório da 4ª fase do curso de Agronomia do CCA/UFSC. Com uma carga horária total de 108 horas presenciais, distribuídas ao longo de aproximadamente duas semanas e meia, o estágio proporciona aos discentes uma imersão prática em propriedades agrícolas situadas em diferentes regiões do Estado de Santa Catarina e do Brasil.


  • Participação do LERU no 15º Encontro da Rede Ecovida

    À convite do Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU) marcou presença no 15º Encontro da Rede. Realizado no município de Biguaçu, nos dias 13 e 14 de setembro, o evento reuniu agricultoras e agricultores, jovens, técnicos, pesquisadoras, apoiadores da agroecologia, além de lideranças políticas e representantes institucionais comprometidos com a agroecologia e o desenvolvimento rural sustentável. Esse espaço reafirmou a importância da articulação em rede para a construção de alternativas solidárias e justas no campo e na cidade.

    O LERU foi convidado a conduzir uma oficina no tema Jovens e Mulheres na Agroecologia. A atividade foi conduzida pela professora Dra. Karolyna Marin Herrera e pelo professor Dr. Valmir Luiz Stropasolas, por meio de uma metodologia participativa, que estimulou a escuta e o diálogo coletivo. O debate girou em torno das questões de gênero e geração, destacando como as mulheres rurais acumulam múltiplos trabalhos – produtivo, reprodutivo e comunitário – sem o devido reconhecimento, e como o acesso à terra e ao crédito historicamente lhes foi limitado. Também foi discutida a importância da participação das mulheres em associações e cooperativas como caminho para ampliar autonomia e visibilidade.

    A dimensão da geração foi trabalhada a partir da relação entre jovens, adultos e idosos no campo, problematizando os desafios da sucessão rural, as tensões entre métodos tradicionais e práticas inovadoras, e o protagonismo da juventude nos processos de transformação social e produtiva. A agroecologia foi apresentada como eixo estruturante, articulando práticas agrícolas sustentáveis, saúde coletiva, valorização dos saberes locais e perspectivas de futuro.

    Como parte da oficina, o LERU elaborou uma cartilha distribuída ao final da atividade, que sistematizou os principais pontos discutidos e lançou questões reflexivas sobre gênero, geração e agroecologia. O material buscou apoiar os participantes em seus processos formativos, incentivando que o debate ultrapasse o espaço do encontro e reverbere em suas comunidades.

    A participação no 15º Encontro da Rede Ecovida reafirma o compromisso do LERU com a promoção da agroecologia e com o fortalecimento de jovens e mulheres como protagonistas de um desenvolvimento rural mais justo, solidário e sustentável.