Laboratório de Estudos Rurais (LERU)
  • Projeto UBUNTU promove integração cultural e debate sobre africanidades

    No dia 11 de maio de 2026, durante o horário de almoço, o auditório do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina recebeu a atividade de apresentação do Projeto de Extensão UBUNTU: Africanidades, identidades, costumes, culturas e práticas alimentares. A iniciativa é vinculada ao Laboratório de Estudos Rurais e coordenada pela professora Daniela Aparecida Pacífico, sendo construída de forma autogestionada pelos estudantes participantes.

    Inspirado na filosofia africana Ubuntu “sou quem sou porque somos todos nós”, o projeto busca fortalecer espaços de integração intercultural, valorização das africanidades e promoção de práticas educativas antirracistas no ambiente universitário e para além dele. A atividade reuniu estudantes brasileiros e internacionais, especialmente oriundos de países africanos de língua portuguesa e do Haiti, promovendo trocas sobre identidades, experiências culturais, alimentação, modos de vida e trajetórias acadêmicas.

    A apresentação contou também com a presença da cineasta e produtora brasileira Iara Lee, reconhecida internacionalmente por seus documentários voltados a direitos humanos, conflitos sociais, povos tradicionais e processos de resistência cultural. De ascendência coreana, Iara Lee possui uma trajetória marcada pela produção de filmes em diferentes territórios do mundo, abordando questões relacionadas ao colonialismo, deslocamentos forçados, justiça social e autodeterminação dos povos.

    Entre seus trabalhos destacam-se K2 and the Invisible Footmen, sobre os carregadores nativos que acompanham expedições ao K2, no norte do Paquistão; Life is Waiting: Referendum and Resistance in Western Sahara, que aborda a ocupação marroquina do Saara Ocidental e a luta pacífica do povo saaraui; The Kalasha and the Crescent, sobre os desafios enfrentados por povos indígenas no norte do Paquistão; e The Suffering Grasses: When Elephants Fight It Is The Grass That Suffers, documentário que retrata os impactos humanos da guerra na Síria.

    Durante a atividade, foram compartilhadas as principais ações previstas pelo projeto ao longo de 2026, entre elas: exibições do CineÁfrica, oficinas de culinária africana, oficinas de danças e tranças, mutirões agroecológicos, exposições artísticas, atividades em escolas municipais e a realização do III Seminário Internacional de Agriculturas na África.

    Como primeira atividade do CineÁfrica em Debate neste semestre, o projeto realizará, no dia 15/05/2026 a exibição do documentário Unidas por Bissau (Nô Kumpu Guiné): Agroecologia e feminismo na Guiné-Bissau, dirigido por Iara Lee. O filme acompanha mulheres da Guiné-Bissau que, por meio da Agroecologia, desafiam o patriarcado, enfrentam práticas como o casamento forçado e constroem formas coletivas de autonomia e autossuficiência. A obra destaca o protagonismo feminino nas lutas sociais e agroecológicas do país.

    O encontro também destacou o caráter coletivo e horizontal do projeto UBUNTU, organizado e conduzido pelos próprios estudantes, que participam ativamente da definição das atividades, da articulação cultural e da construção dos espaços de diálogo e acolhimento. Infelizmente o projeto não conta com recurso financeiro. O apoio institucional da UFSC está sendo mediante duas bolsas de extensão (Probolsas) e uma de cultura (Secart).

    A iniciativa reafirma o compromisso do LERU com ações extensionistas voltadas à diversidade cultural, à educação antirracista, à internacionalização solidária e à valorização das múltiplas formas de produção de conhecimento presentes na universidade e nos territórios. Fique atento. Em breve terão novas atividades.

    Créditos das fotografias: Iara Lee.


  • LERU fortalece projeto de extensão com a Aldeia Guarani M’Biguaçu durante os “23º Jogos Tradicionais”

      

    Entre os dias 27 de abril e 02 de maio de 2026, a Aldeia Guarani M’Biguaçu sediou os “23º Jogos Tradicionais”, reunindo a comunidade local — com destaque para professores e estudantes da escola indígena — além da participação de outras aldeias Guarani do litoral catarinense. Mais do que um evento esportivo-cultural, os Jogos se afirmam como um espaço de fortalecimento da identidade, da memória e das práticas tradicionais do povo Guarani.

    A participação do Laboratório de Estudos Rurais (LERU/CCA/UFSC) ocorreu no âmbito do projeto de extensão “Sensibilização e apoio à realização de boas práticas, sustentáveis e saudáveis, em territórios de povos tradicionais e comunidades rurais e locais”, coordenado pela professora Karolyna Marin Herrera e o professor Valmir Stropasolas, desenvolvido em parceria com a Aldeia M’Biguaçu. Essa atuação reforça o compromisso do LERU com a construção conjunta de ações extensionistas, baseadas no diálogo de saberes e no respeito às dinâmicas socioculturais dos territórios tradicionais.

    Diante dos desafios enfrentados pela comunidade Guarani na captação de recursos, o LERU mobilizou uma rede solidária que possibilitou a arrecadação e doação de alimentos orgânicos e materiais esportivos essenciais para a realização do evento. A iniciativa contou com a colaboração de agricultores familiares agroecológicos — especialmente das feiras do CCA e da Lagoa da Conceição — além do engajamento de professores e integrantes do Laboratório, evidenciando a articulação entre universidade e sociedade.

    A programação teve início com uma cerimônia de abertura que incluiu roda de conversa e apresentação do Coral da Escola Indígena, seguida pelo início das atividades dos jogos tradicionais, que se estenderam ao longo da semana. Para além do apoio logístico, o LERU também atuou na dimensão formativa e de registro, com a participação do professor Valmir Luiz Stropasolas e da estudante-bolsista Gabrielle de Oliveira Rodrigues (Agronomia/CCA/UFSC e bolsista do LERU), responsáveis pela documentação audiovisual do evento.

    Esse material integra um projeto em andamento de produção de um vídeo documentário sobre a cosmologia, o modo de vida e o território Guarani. Iniciado em 2025, o projeto envolve também a participação de outros estudantes como da Luana Paulino Luiz, do curso de Antropologia, e de discentes do curso de História, consolidando uma experiência interdisciplinar de extensão, pesquisa e formação acadêmica.

    Como desdobramento, estão previstas novas etapas na Aldeia M’Biguaçu, incluindo a realização de entrevistas com lideranças, professores e estudantes Guarani, bem como a continuidade das ações vinculadas ao Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA).

    A atuação do LERU nesse contexto reafirma a extensão universitária como prática comprometida com a transformação social, contribuindo para a valorização dos saberes tradicionais, o fortalecimento cultural e a promoção de práticas sustentáveis nos territórios.


  • Projeto UBUNTU é sediado no LERU

    O Laboratório de Estudos Rurais (LERU/UFSC) sedia o Projeto de Extensão UBUNTU: Africanidades, Identidades, Costumes, Culturas e Práticas Alimentares, uma iniciativa dos estudantes africanos no CCA/UFSC, que articula ensino, pesquisa e extensão em torno da valorização de saberes afro-diaspóricos, da interculturalidade e da promoção de práticas educativas antirracistas. O projeto está registrado no SIGPEX sob o nº 202516049. Inspirado no princípio “Sou quem sou porque somos todos nós”, o UBUNTU propõe um conjunto amplo de atividades que buscam fortalecer o diálogo entre conhecimentos científicos e saberes tradicionais, com ênfase em experiências comunitárias, práticas alimentares e expressões culturais.

    A programação contempla: Exibição CineÁfrica e exposições artísticas; Oficina de culinária africana; Oficinas de danças e de tranças; Realização do II Seminário Internacional de Agriculturas, com participação de representantes de Angola, Guiné-Bissau, Gabão, Moçambique e Haiti; Atividades de educação antirracista em escolas municipais; Participação em eventos institucionais como a SEPEX e a Feira Orgânica do CCA; Mutirões de cuidado com viveiro e horta no Quilombo Vidal Martins.

    O projeto terá vigência de 11 de outubro de 2025 a 31 de dezembro de 2026, consolidando-se como um espaço de construção coletiva de conhecimento e de fortalecimento de redes entre universidade e comunidades.

    A apresentação oficial do projeto ocorrerá no dia 11 de maio de 2026, às 12h30, no Auditório do CCA. A atividade é aberta a todos/as interessados em conhecer e participar das ações propostas. Até a data da apresentação, os estudantes que conduzem o Projeto estão convidando a comunidade do CCA, via distribuição de convites: Convite mobilização

    Com essa iniciativa, o LERU reafirma seu compromisso com a promoção da diversidade, da justiça social e da integração entre diferentes formas de produzir conhecimento.

    🔗 Mais informações: https://www.instagram.com/ubuntucca.ufsc?igsh=MTVzeHh0b3ozZDY0cg==


  • Professora do LERU desenvolve pós-doutorado na França sobre mulheres rurais e mudanças climáticas

    A professora Karolyna Marin Herrera, supervisora do Laboratório de Estudos Rurais (LERU) e docente do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina, foi contemplada com bolsa de pós-doc na chamada pública MCTI/CNPq nº 16/2025 de apoio a projetos internacionais de pesquisa científica, tecnológica e de inovação. A aprovação marca um importante reconhecimento à relevância científica e social de sua pesquisa voltada às relações entre gênero, ruralidades e mudanças climáticas.

    No âmbito do pós-doc, a pesquisadora desenvolverá o projeto “Percepções e estratégias de resiliência e adaptação de mulheres em comunidades rurais frente às mudanças climáticas”, em parceria com a Université Toulouse – Jean Jaurès, por meio do Centre d’Étude et de Recherche Travail, Organisation, Pouvoir (CERTOP), na França. O projeto terá duração de 12 meses, com início em 1º de março de 2026, e contará com a supervisão da pesquisadora Heloïse Prevost.

    A pesquisa propõe uma análise comparativa entre as pautas dos movimentos rurais e movimentos feministas da região da Occitânia, na França, e as proposições da Marcha das Margaridas, no Brasil. O foco central estará nas agendas climáticas construídas por mulheres em contextos rurais, especialmente nas transformações relacionadas ao trabalho de cuidados e à reprodução social diante das mudanças climáticas.

    Além disso, o estudo buscará compreender as estratégias de adaptação e resiliência climática desenvolvidas por mulheres rurais, bem como as práticas de manejo e conservação dos ecossistemas protagonizadas por essas comunidades. A proposta destaca o papel fundamental das mulheres na construção de respostas coletivas frente às crises socioambientais contemporâneas, evidenciando conhecimentos, práticas e formas de organização frequentemente invisibilizadas nos debates sobre clima e desenvolvimento rural.

    Entre os resultados previstos pelo projeto estão: a elaboração de uma síntese teórico-metodológica sobre o tema; o mapeamento de atores sociais e repertórios de ação mobilizados pelos movimentos investigados; e a produção de ações de divulgação científica voltadas à socialização dos achados da pesquisa.

    A iniciativa fortalece os processos de internacionalização da pesquisa desenvolvida no âmbito do LERU e do PPGICH/UFSC e amplia as redes de cooperação acadêmica entre Brasil e França em torno de temas estratégicos relacionados à justiça climática, feminismos e ruralidades. O projeto também reafirma o compromisso da universidade pública com pesquisas comprometidas com os desafios sociais e ambientais contemporâneos e com a valorização das experiências e protagonismos das mulheres rurais.

     


  • Projeto de extensão promove oficina sobre boas práticas na produção artesanal de farinha de mandioca em Garopaba/SC

     

    No dia 9 de abril de 2026, o projeto de extensão “Inclusão produtiva com segurança sanitária da farinha de mandioca artesanal de Garopaba/SC”, coordenado pelo professor Cristiano Desconsi, realizou mais uma importante atividade junto à comunidade de produtores de farinha artesanal do município de Garopaba. O projeto é financiado por meio de convênio com a Prefeitura Municipal de Garopaba e busca fortalecer a produção tradicional local, articulando valorização cultural, inclusão produtiva e segurança sanitária.

    A atividade consistiu em uma oficina de boas práticas na produção artesanal da farinha de mandioca nos engenhos da região, ministrada pela professora Carmen Müller, do curso de graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina e integrante da equipe do projeto.

    O encontro foi marcado por uma intensa troca de saberes entre universidade e comunidade. Durante a oficina, foram abordados temas relacionados às boas práticas de produção, desde os procedimentos adequados de sanitização até os cuidados com a armazenagem da farinha. Também foram destacadas as excelentes características físicas da farinha produzida nos engenhos locais, especialmente em função de sua baixa umidade, fator importante para a qualidade e conservação do produto. Como apoio às orientações apresentadas, foi distribuído um folder informativo para auxiliar os participantes no acompanhamento das recomendações discutidas.

    Após o momento expositivo, a atividade seguiu com uma roda de conversa, em que produtores e participantes puderam compartilhar dúvidas, experiências e solicitar sugestões à professora. O diálogo reforçou a importância da construção coletiva do conhecimento e do reconhecimento dos saberes tradicionais envolvidos na produção artesanal da farinha de mandioca.

    Encerrando a atividade, houve um momento de confraternização com alimentos típicos da tradição dos engenhos, proporcionando integração entre os participantes e ampliando os espaços de diálogo entre comunidade, pesquisadores e instituições parceiras.

    A equipe do projeto agradece a presença de todos os participantes, à Secretaria de Turismo de Garopaba pelo apoio no convite e na organização do evento, à EPAGRI pela participação na atividade e à professora Carmen Müller por compartilhar seus conhecimentos e contribuir com o fortalecimento da produção artesanal local.


  • Financeirização e digitalização da agricultura em debate: Professor do LERU apresenta pesquisas no CPDA/UFRRJ

    O professor Cristiano Desconsi, vinculado ao Laboratório de Estudos Rurais (LERU) e ao Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), coordena, no âmbito do laboratório, o projeto de pesquisa “Interfaces entre processos de financeirização e digitalização na agricultura: análise sobre inovações no financiamento privado às commodities agrícolas no Brasil”, no qual investiga as transformações recentes nos mecanismos de financiamento do setor agropecuário. Neste contexto, o professor foi convidado a participar do Ateliê de Pesquisa Transformação digital, Estado e Agricultura no Brasil: escolhas metodológicas e caminhos de pesquisa, realizado nos dias 19 e 20 de março de 2026, no CPDA/UFRRJ, no Rio de Janeiro.

    Durante o evento, o docente realizou duas apresentações, articuladas em torno da análise dos processos contemporâneos de digitalização e financeirização da agricultura no Brasil. No primeiro dia (19/03), apresentou o trabalho intitulado “Ecossistemas de inovação: rotas da financeirização da agricultura digital no Brasil”, no qual discutiu a constituição de ecossistemas de inovação como configurações sociotécnicas que orientam trajetórias específicas de digitalização no meio rural. A exposição destacou a centralidade dos processos de financeirização — entendidos como a crescente predominância de lógicas financeiras na geração de valor — e sua articulação com modelos de negócios baseados em startups, plataformas digitais e capital de risco .

    A partir de evidências empíricas e análise conceitual, o professor problematizou os limites desses ecossistemas, especialmente no que se refere à sua capacidade de responder às demandas de atores com menor inserção nos mercados dominantes, como agricultores familiares e sistemas produtivos não orientados por commodities. Argumentou, nesse sentido, que as rotas de digitalização tendem a favorecer modelos agrícolas predominantes, reforçando assimetrias já existentes nos sistemas agroalimentares.

    No segundo dia (20/03), apresentou a pesquisa “Fintechs no crédito para a agricultura”, na qual analisa as transformações na oferta de serviços financeiros no meio rural a partir da emergência de fintechs especializadas em crédito agrícola. O estudo evidencia como a digitalização reconfigura os mecanismos de concessão de crédito, incorporando novos atores, dispositivos tecnológicos e formas de análise de risco baseadas em dados e plataformas digitais, em contraste com os modelos tradicionais do Sistema Nacional de Crédito Rural.

    A pesquisa também destaca a articulação entre fintechs, fundos de investimento e plataformas de gestão e rastreabilidade, evidenciando a formação de redes sociotécnicas complexas que sustentam a expansão dessas modalidades de financiamento. Entre os principais achados, ressalta-se a predominância de operações de curto prazo, voltadas às cadeias de commodities, bem como a flexibilização regulatória que tem permitido a ampliação da atuação dessas organizações no mercado financeiro rural.

    A participação do professor no ateliê reforça a inserção do LERU em debates contemporâneos sobre transformação digital, financeirização e ação pública no meio rural, contribuindo para o avanço de agendas de pesquisa que articulam sociologia econômica, estudos sociais da tecnologia e desenvolvimento rural.

    Programação resumida


  • Professor do LERU participa de reunião na Aldeia Guarani M’Biguaçu e trata das ações do Plano de Gestão Territorial

      

    No dia 19 de março de 2026, foi realizada, na Aldeia Guarani M’Biguaçu, a primeira reunião voltada à retomada das ações vinculadas ao Plano de Gestão Territorial, elaborado em 2023 com a participação do professor Valmir Luiz Stropasolas, do Laboratório de Estudos Rurais (LERU). A atividade contou com a presença do professor e da bolsista Luana Paulino Luiz, que participaram das discussões sobre a construção dos projetos específicos previstos no plano.

    A reunião teve como foco o encaminhamento de iniciativas temáticas que integram o Plano de Gestão Territorial da aldeia, entre elas projetos relacionados às plantas medicinais, à alimentação, à roça e aos jogos tradicionais, dentre outros. A definição desses projetos representa um passo importante no desdobramento prático do plano, na medida em que busca responder a demandas e prioridades construídas em diálogo com a própria comunidade.

    Outro ponto tratado no encontro foi a elaboração de um vídeo sobre o modo de vida e o território guarani, atividade que vem sendo conduzida pelo professor Valmir e pela bolsista Luana, em parceria com estudantes do curso de História da Universidade Federal de Santa Catarina. O material audiovisual abordará diferentes dimensões do território, incluindo as matas, as fontes de água, as áreas de morro, o roçado, as moradias, a escola e a casa de reza, evidenciando elementos centrais da organização social, cultural e territorial da comunidade.

    A previsão é que o vídeo sobre o modo de vida seja apresentado durante a semana cultural da aldeia “Tchondaro Vy’a 2026”, programada para ocorrer entre os dias 27 de abril e 2 de maio de 2026. A iniciativa busca contribuir para a valorização do território guarani e para o fortalecimento das memórias, saberes e práticas associadas à vida comunitária.

    Tanto a retomada dos projetos específicos do Plano de Gestão Territorial quanto a produção do vídeo integram as ações do projeto de extensão “Sensibilização e apoio à realização de boas práticas, sustentáveis e saudáveis, em territórios de povos tradicionais e comunidades rurais e locais”, reafirmando o compromisso do LERU com ações extensionistas desenvolvidas em diálogo com povos tradicionais e com a promoção de práticas territorialmente situadas, participativas e socialmente referenciadas.


  • LERU implementa bolsas de extensão PROBOLSAS/UFSC

    O Laboratório de Estudos Rurais realizou, em fevereiro de 2026, processo seletivo para a implementação de três bolsas de extensão no âmbito do Edital nº 08/2025/PROEX – PROBOLSAS. Ao todo, foram recebidas 12 inscrições, das quais três estudantes foram selecionados para atuação em projetos de extensão vinculados às atividades do laboratório.

    As bolsas, com vigência de março a dezembro de 2026, preveem dedicação de 20 horas semanais e inserem os estudantes em iniciativas que articulam ensino, pesquisa e extensão, com foco em temas estratégicos do desenvolvimento rural, da agroecologia e da gestão de territórios.

    Os bolsistas selecionados atuarão em três projetos de extensão coordenados por docentes do LERU. O primeiro, “UBUNTU: Africanidades, identidades, costumes, culturas e práticas alimentares”, coordenado pela professora Daniela Aparecida Pacífico, tem como objetivo promover a integração da comunidade africana no Centro de Ciências Agrárias, bem como desenvolver dialogar sobre as agriculturas africanas e fomentar a troca de conhecimentos entre diferentes nacionalidades, sob a perspectiva de uma educação antirracista.

    O segundo projeto, “Sensibilização e apoio à realização de boas práticas, sustentáveis e saudáveis, em territórios de povos tradicionais e comunidades rurais e locais”, coordenado pela professora Karolyna Marin Herrera, visa à realização de atividades extensionistas – como rodas de conversa, oficinas, dias de campo e mutirões – voltadas à promoção da gestão coletiva e participativa de territórios sustentáveis e saudáveis, envolvendo comunidades tradicionais e rurais.

    O terceiro projeto, “Gestão dos custos e precificação de produtos de qualidade: acompanhamento e análise em empreendimentos rurais”, coordenado pelo professor Cristiano Desconsi, tem como foco o assessoramento gerencial de empreendimentos rurais, por meio do levantamento e da análise dos custos de produção, processamento e comercialização, contribuindo para a qualificação da gestão econômica desses estabelecimentos.

    O processo seletivo foi estruturado conforme previsto em edital, garantindo a conformidade com os critérios institucionais do programa.

    A implementação das bolsas reforça o papel do LERU na formação acadêmica de estudantes de graduação e na consolidação de ações extensionistas voltadas à produção de conhecimento socialmente referenciado, em diálogo com diferentes públicos e territórios.

    As informações sobre o edital e o resultado podem se conferidas Aqui.


  • Farinha artesanal de mandioca de Santa Catarina é reconhecida como patrimônio cultural do Brasil

    No dia 11 de março de 2026, o Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconheceu a farinha artesanal de mandioca do litoral de Santa Catarina como patrimônio cultural imaterial do Brasil. A decisão foi tomada durante sessão realizada no Rio de Janeiro, que contou também com possibilidade de participação híbrida.

    No município de Garopaba, representantes dos engenhos de farinha acompanharam a sessão ao vivo, reunidos no Engenho de Farinha do João. Estiveram presentes mais de vinte homens e mulheres ligados aos engenhos do município, além de representantes da Rede Catarinense dos Engenhos de Farinha e da Prefeitura Municipal, por meio de diferentes secretarias.

    O Laboratório de Estudos Rurais (LERU), do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, foi convidado a participar do encontro em Garopaba e esteve representado pelo professor Cristiano Desconsi, coordenador do projeto Inclusão Produtiva com Segurança Sanitária da Farinha Artesanal de Garopaba, projeto realizado em parceria com os engenhos. Também estiveram presentes estudantes do LERU, Vinicius Forcellini (bolsista do projeto), Luana Paulino Luiz, Gabrielle de Oliveira Rodrigues e Victória Scharcow de Vargas.

    O reconhecimento da farinha artesanal como patrimônio cultural imaterial representa uma conquista significativa para as comunidades envolvidas na produção tradicional de farinha de mandioca no litoral catarinense. Trata-se de um processo que valoriza o saber-fazer associado aos engenhos de farinha, resultado de um trabalho construído coletivamente ao longo dos últimos anos, envolvendo produtores locais, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e órgãos públicos, entre eles a Rede Catarinense dos Engenhos de Farinha, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e o Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro), além da Universidade Federal de Santa Catarina.

    Esse reconhecimento também reforça a importância de iniciativas voltadas à valorização e à continuidade dos engenhos de farinha, tema que segue mobilizando diferentes ações de pesquisa e extensão no LERU. Ao longo de 2026, a equipe do laboratório deverá dar continuidade às atividades desenvolvidas junto aos produtores e produtoras do município, em diálogo com as iniciativas já em curso voltadas à valorização da farinha artesanal.

    A sessão do Conselho Consultivo do IPHAN está disponível, clique aqui.


  • Professor do LERU debate boas práticas na administração rural em Águas Mornas/SC

     

    No dia 6 de fevereiro de 2026, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Águas Mornas sediou um encontro voltado à troca de conhecimentos, ao diálogo e ao fortalecimento de redes no meio rural. A atividade contou com a participação do professor Cristiano Desconsi, pesquisador do Laboratório de Estudos Rurais, e do doutorando Tiago Bini, do Programa de Pós-graduação em Administração, convidados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), no âmbito do programa ALI Rural.

    A palestra abordou o tema “Boas práticas na administração rural”, enfatizando a importância da gestão estratégica das unidades produtivas, da organização financeira e da incorporação de inovações como elementos centrais para a sustentabilidade econômica e produtiva no meio rural. Durante o encontro, foram discutidas estratégias voltadas ao aprimoramento do planejamento da produção e à qualificação da tomada de decisão.

    O programa ALI Rural caracteriza-se como uma iniciativa gratuita e personalizada, voltada a agricultores e agricultoras. Sua metodologia baseia-se no acompanhamento contínuo por um Agente Local de Inovação, que atua diretamente junto ao empreendimento ao longo de doze meses. Nesse período, são realizados diagnósticos detalhados, a proposição de soluções e o monitoramento da implementação das ações, com mensuração de resultados a partir de indicadores como aumento do faturamento e/ou redução de custos.

    Adicionalmente, o ALI Rural incentiva a inserção dos produtores em circuitos de comercialização, incluindo feiras e rodadas de negócios, e promove a ampliação das redes de contato, contribuindo para a dinamização socioeconômica dos territórios rurais.

    A realização do encontro em Águas Mornas reforça o papel do Laboratório de Estudos Rurais e das instituições de apoio na promoção de processos de desenvolvimento rural, baseados em conhecimentos técnico científicos, na inovação e na valorização das práticas de gestão no contexto da agricultura contemporânea.