Membro do LERU qualifica projeto de pesquisa de mestrado no PPGA/UFSC

08/09/2026 19:05

No dia 31 de agosto de 2026, a mestranda Sofia Silva Lemos, do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas (PPGA/UFSC), realizou a qualificação de seu projeto de pesquisa. A banca foi composta pela professora Dra Maria José Hotzel, pelo professor Dr. Caetano Sordi, e pela professora Dra Daniela Aparecida Pacífico (orientadora).

Intitulado Contribuições mútuas dos saberes e práticas pluridiversos com a Agroecologia: o cuidado com os quintais e o corpo-território, o projeto investiga os saberes e práticas de cuidado presentes nos quintais da Grande Florianópolis e suas relações com a perspectiva corpo-território, buscando compreender suas contribuições mútuas com a Agroecologia para a sustentabilidade e a soberania.

A pesquisa adota uma perspectiva transdisciplinar, articulando abordagens decoloniais, contracoloniais, ecofeministas e dos feminismos comunitários, além de pesquisa de campo com observação participante, diálogo de saberes e diferentes ferramentas de registro e sistematização das experiências nos quintais.

Entre os resultados esperados estão o fortalecimento comunitário, a sistematização e valorização dos saberes locais, a compreensão das relações entre biodiversidade, saúde e território e o reconhecimento das práticas pluridiversas de cuidado como dimensões fundamentais da práxis agroecológica.

A qualificação representa mais uma etapa importante na trajetória acadêmica da mestranda e no desenvolvimento de pesquisas que aproximam Universidade, comunidades e Agroecologia, valorizando a diversidade de saberes e práticas presentes nos territórios.

Tags: AgroecologiaCorpo-território

Pesquisadores do LERU apresentam estudos sobre agroecologia, cooperativismo e mercados territoriais no Congresso Mundial de Sociologia Rural

31/08/2026 16:58

 Os pesquisadores Daniela Aparecida Pacífico e Cristiano Desconsi, do Laboratório de Estudos Rurais (LERU/UFSC), participaram do 16th World Congress of Rural Sociology, realizado entre os dias 19 e 23 de julho de 2026, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre (RS).

O evento reuniu pesquisadores e pesquisadoras dedicados à análise das transformações contemporâneas no meio rural e nos sistemas agroalimentares. A participação dos pesquisadores do LERU contribuiu para dar visibilidade à produção científica desenvolvida pelo Laboratório, articulando diferentes dimensões dos estudos rurais, como agroecologia, produção de conhecimentos, políticas públicas, cooperativismo, mercados territoriais e formas de organização econômica.

Durante o Congresso, foram apresentados três trabalhos vinculados a pesquisas desenvolvidas pelos pesquisadores do LERU, abordando diferentes experiências e processos relacionados às transformações dos sistemas agroalimentares e às dinâmicas sociais, institucionais e territoriais do meio rural.

  1. Coprodução do conhecimento agroecológico e tecnologias nos contextos de NEA e CVT

A pesquisadora Daniela Aparecida Pacífico, em coautoria com Carla Gualdani, Regina Helena Rosa Sambuichi, Mariana Aquilante Policarpo e Fábio Alves, apresentou o trabalho Co-production of Agroecological Knowledge: Technologies and Practices in NEA and CVT Institutional Contexts, vinculado à área temática IRSA 28 – Pathways for Food Democracy and Agrifood Justice in Territorial Food Systems. O estudo foi desenvolvido junto da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (DIRUR) do IPEA, entre 2022 e 2024, e esteve relacionado à análise dos bioinsumos produzidos e utilizados no âmbito dos Núcleos de Estudos em Agroecologia (NEA) e dos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVT).

A pesquisa compreende os NEA e CVT como institucionalidades situadas em universidades e institutos federais, constituídas por meio de editais públicos do CNPq e caracterizadas pela articulação entre universidade, agricultores, organizações sociais e territórios. A partir da abordagem da coprodução do conhecimento, de Jasanoff (2004), o estudo analisa a produção técnico-científica desses núcleos não apenas como resultados de pesquisa, mas como espaços de constituição simultânea de conhecimentos, práticas e formas institucionais da agroecologia. Para isso, foi realizada uma revisão sistemática de 176 estudos, abrangendo todas as regiões do Brasil e envolvendo 71 NEA e 5 CVT, com trabalhos que contemplam desde ações educativas, organização social e comercialização até manejo, práticas produtivas, insumos biológicos, transição agroecológica e sistemas agroflorestais.

Entre os principais resultados, a pesquisa identificou duas racionalidades metodológicas na produção do conhecimento agroecológico. A primeira é mais experimental e laboratorial e compreende a tecnologia como produto, especialmente no desenvolvimento de bioinsumos-produto realizado dentro dos espaços institucionais. A segunda é mais territorial, relacional e sistêmica e compreende a tecnologia como processo, associada a dinâmicas de manejo, experimentação e troca de saberes desenvolvidas nos territórios. Essas racionalidades se relacionam a três formas de institucionalização da agroecologia identificadas no estudo: científico-institucional, territorial-relacional e científico-territorial, esta última combinando atividades realizadas dentro e fora dos espaços institucionais.

Os resultados evidenciam que a contribuição dos NEA e CVT ultrapassa a geração ou o resgate de tecnologias agroecológicas. Sua principal contribuição está na construção de formas coletivas e territorializadas de produção do conhecimento, nas quais ciência, práticas sociais e processos ecológicos são coproduzidos. Assim, a forma de produzir conhecimento nesses espaços revela diferentes modos de institucionalização da agroecologia e diferentes possibilidades de articulação entre ciência, território e sujeitos sociais, reforçando o papel dos NEA e CVT como importantes espaços de construção e institucionalização do conhecimento agroecológico no Brasil.

DOI: 10.29327/9786527226680.1447166. O trabalho completo está disponível nos anais do evento:
Co-production of Agroecological Knowledge: Technologies and Practices in NEA and CVT Institutional Contexts

  1. Programa Mais Gestão e fortalecimento das cooperativas da agricultura familiar

O pesquisador Cristiano Desconsi, em coautoria com Fábio Luiz Búrigo, Rui Alvacir Netto e Marcelos João Alves, apresentou o trabalho Mais Gestão Program: Analysis of the Processes and Results Generated by the Management Advisory Project for Family Farming Cooperatives in Southern Brazil, inserido na área temática IRSA 31 – Cooperatives and Their Role for a Sustainable Rural Future.

O artigo analisa a experiência do Projeto Mais Gestão Sul, que abrangeu 68 organizações da região Sul do Brasil entre 2024 e 2025, tendo a Universidade Federal de Santa Catarina como instituição executora.

A pesquisa discute os desafios enfrentados por cooperativas de agricultores familiares e assentados da reforma agrária, especialmente no que se refere à qualificação dos processos de gestão e organização. A partir de informações quantitativas e qualitativas produzidas no âmbito do projeto, o estudo reflete sobre as relações entre gestão, governança cooperativa e sustentabilidade.

Os resultados evidenciam a importância das políticas públicas voltadas à qualificação dos processos gerenciais e organizativos das cooperativas, bem como a necessidade de desenvolver metodologias e técnicas de gestão próprias para organizações cooperativas, capazes de considerar sua heterogeneidade social, econômica e seus diferentes objetivos.

DOI: 10.29327/9786527226680.1442073. O trabalho completo pode ser acessado nos anais do Congresso:
Mais Gestão Program: Analysis of the Processes and Results Generated by the Management Advisory Project for Family Farming Cooperatives in Southern Brazil

  1. Mercados de reciprocidade e valoração moral nos engenhos de farinha de Garopaba

Também foi apresentado por Cristiano Desconsi, em coautoria com Tiago José Bini, Rene Birochi, Daniela Pacífico e Vinícius Dequi Forcelini, o trabalho Mercados de Reciprocidade e Valoração Moral em Mercados Territoriais: o Caso dos Engenhos de Farinha de Garopaba/SC, vinculado à área temática IRSA 39 – Territorial Markets as Spaces of Value.

A pesquisa analisa os mercados agroalimentares territoriais a partir do estudo da produção artesanal de farinha de mandioca em engenhos tradicionais de Garopaba, em Santa Catarina. Com base em pesquisa de campo realizada em 2025, o estudo investiga como instituições, relações sociais e normas comunitárias influenciam a organização dos mercados, as formas de circulação da produção e os processos de formação de preços.

O trabalho articula contribuições da sociologia econômica e da antropologia econômica, mobilizando as noções de enraizamento das ações econômicas, economia socialmente incrustada e reciprocidade. A análise evidencia a coexistência, nos engenhos de farinha, de trocas mercantis, práticas de reciprocidade e circuitos de autoconsumo, conformando uma economia plural orientada à reprodução social das famílias e da comunidade.

Os resultados indicam ainda que os preços não são definidos exclusivamente por mecanismos impessoais de oferta e demanda. Ao contrário, envolvem processos sociais de valoração e coordenação, expectativas compartilhadas, julgamentos morais e normas comunitárias. Dessa forma, o preço assume caráter relacional e ajustável, sendo negociado de acordo com as relações sociais e as condições dos compradores.

DOI: 10.29327/9786527226680.1442093. O trabalho está disponível nos anais do evento:
Mercados de Reciprocidade e Valoração Moral em Mercados Territoriais: o Caso dos Engenhos de Farinha de Garopaba/SC

A participação no 16th World Congress of Rural Sociology evidencia a inserção do LERU em debates contemporâneos da Sociologia Rural e dos Estudos Rurais, ao mesmo tempo em que amplia a circulação internacional de pesquisas desenvolvidas na Universidade Federal de Santa Catarina.

Os três trabalhos apresentados expressam diferentes frentes de investigação desenvolvidas pelos pesquisadores do Laboratório: a coprodução de conhecimentos e tecnologias agroecológicas, as políticas de fortalecimento das organizações cooperativas da agricultura familiar e os processos sociais de constituição e valoração dos mercados territoriais.

A participação da professora Daniela Aparecida Pacífico e do professor Cristiano Desconsi no Congresso também reafirma o compromisso do LERU com a produção e a disseminação de conhecimentos sobre as transformações dos mundos rurais, valorizando abordagens que articulam dimensões sociais, econômicas, tecnológicas, institucionais e territoriais.

Tags: AgroecologiaFarinha artesanalGaropabaPolíticas públicas

Professora do LERU desenvolve pós-doutorado na França sobre mulheres rurais e mudanças climáticas

24/04/2026 01:16

A professora Karolyna Marin Herrera, supervisora do Laboratório de Estudos Rurais (LERU) e docente do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina, foi contemplada com bolsa de pós-doc na chamada pública MCTI/CNPq nº 16/2025 de apoio a projetos internacionais de pesquisa científica, tecnológica e de inovação. A aprovação marca um importante reconhecimento à relevância científica e social de sua pesquisa voltada às relações entre gênero, ruralidades e mudanças climáticas.

No âmbito do pós-doc, a pesquisadora desenvolverá o projeto “Percepções e estratégias de resiliência e adaptação de mulheres em comunidades rurais frente às mudanças climáticas”, em parceria com a Université Toulouse – Jean Jaurès, por meio do Centre d’Étude et de Recherche Travail, Organisation, Pouvoir (CERTOP), na França. O projeto terá duração de 12 meses, com início em 1º de março de 2026, e contará com a supervisão da pesquisadora Heloïse Prevost.

A pesquisa propõe uma análise comparativa entre as pautas dos movimentos rurais e movimentos feministas da região da Occitânia, na França, e as proposições da Marcha das Margaridas, no Brasil. O foco central estará nas agendas climáticas construídas por mulheres em contextos rurais, especialmente nas transformações relacionadas ao trabalho de cuidados e à reprodução social diante das mudanças climáticas.

Além disso, o estudo buscará compreender as estratégias de adaptação e resiliência climática desenvolvidas por mulheres rurais, bem como as práticas de manejo e conservação dos ecossistemas protagonizadas por essas comunidades. A proposta destaca o papel fundamental das mulheres na construção de respostas coletivas frente às crises socioambientais contemporâneas, evidenciando conhecimentos, práticas e formas de organização frequentemente invisibilizadas nos debates sobre clima e desenvolvimento rural.

Entre os resultados previstos pelo projeto estão: a elaboração de uma síntese teórico-metodológica sobre o tema; o mapeamento de atores sociais e repertórios de ação mobilizados pelos movimentos investigados; e a produção de ações de divulgação científica voltadas à socialização dos achados da pesquisa.

A iniciativa fortalece os processos de internacionalização da pesquisa desenvolvida no âmbito do LERU e do PPGICH/UFSC e amplia as redes de cooperação acadêmica entre Brasil e França em torno de temas estratégicos relacionados à justiça climática, feminismos e ruralidades. O projeto também reafirma o compromisso da universidade pública com pesquisas comprometidas com os desafios sociais e ambientais contemporâneos e com a valorização das experiências e protagonismos das mulheres rurais.

 

Tags: AgroecologiaFrançaGêneroMulheres rurais

LERU realiza encontro de planejamento para 2026 e mutirão pedagógico e agroecológico

18/03/2026 14:40

No dia 8 de novembro de 2025, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU), vinculado ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, realizou uma jornada de planejamento das atividades para o ano de 2026, reunindo professores/pesquisadores e estudantes vinculados às atividades de ensino, pesquisa e extensão do grupo, da graduação e da pós.. 

A programação iniciou pela manhã com uma reunião de trabalho dedicada à organização das atividades acadêmicas e científicas do laboratório para 2026. Entre os principais pontos discutidos esteve a definição do modelo de supervisão do LERU, que passará a funcionar de modo compartilhado entre os docentes do laboratório. Também foram debatidas perspectivas de projetos de pesquisa em andamento e novas iniciativas, bem como possibilidades de financiamento associadas a programas e parcerias institucionais. A agenda contemplou ainda a organização das equipes de pesquisa, envolvendo orientandos de graduação e pós-graduação, bolsistas e colaboradores vinculados aos diferentes projetos conduzidos no laboratório.

Durante o encontro também foram discutidas estratégias para fortalecer a dinâmica acadêmica do LERU, incluindo a criação de uma agenda anual de atividades, a organização de grupos de estudos e a articulação entre projetos de pesquisa e extensão, com forte ênfase nas idas à campo, e a busca por financiamentos.

Outro tema abordado foi a continuidade das parcerias do laboratório com povos e comunidades tradicionais. Foram discutidas ações em andamento e perspectivas de colaboração em projetos voltados à gestão territorial, à valorização de conhecimentos locais e ao desenvolvimento de atividades de pesquisa e extensão junto a comunidades indígenas e quilombolas da região.

Após a reunião de planejamento, os participantes realizaram um almoço coletivo que marcou a continuidade do encontro em um momento de convivência e troca de experiências. No período da tarde foi realizado um mutirão pedagógico e agroecológico, com atividades de preparo do solo e plantio de mais de quinze espécies cultivadas. A atividade buscou integrar práticas agrícolas, reflexão coletiva e convivência entre os integrantes do laboratório, reafirmando o compromisso do LERU com formas colaborativas de produção de conhecimento e com a valorização de práticas agroecológicas.

O encontro foi encerrado no final do dia em torno de uma fogueira, celebrando o trabalho coletivo e o fortalecimento das relações entre professores/pesquisadores, estudantes e colaboradores do laboratório. A iniciativa reforça a proposta do Laboratório de Estudos Rurais (LERU) de contribuir para o desenvolvimento de abordagens críticas e comprometidas com as transformações do mundo rural.

Tags: AgroecologiaLeru

LERU recebe Flávia Ramos, pesquisadora e colaboradora do Laboratório

18/03/2026 14:31

No dia 24 de outubro, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU) recebeu, de forma presencial, a pesquisadora e colaboradora Flávia Ramos, fortalecendo os vínculos acadêmicos e institucionais construídos ao longo de sua trajetória junto ao laboratório. Residente na Alemanha, Flávia esteve no Brasil e aproveitou a ocasião para realizar uma visita ao LERU, espaço com o qual mantém colaboração ativa desde 2023.

Com doutorado em Sociologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, a pesquisadora tem desenvolvido investigações alinhadas aos temas centrais do laboratório, além de consolidar uma parceria acadêmica contínua com a professora Karolyna Marin Herrera, com quem assina diversas publicações. Sua trajetória evidencia uma inserção consistente em redes de pesquisa nacionais e internacionais, contribuindo para o fortalecimento da produção científica no campo dos estudos rurais, gênero, mulheres rurais e agroecologia.

Durante a visita, Flávia Ramos apresentou aos membros do LERU reflexões sobre pesquisas em fase de conclusão, compartilhando resultados preliminares, desafios analíticos e perspectivas teórico-metodológicas. Também destacou sua experiência de colaboração com o laboratório, enfatizando o papel do LERU como espaço de interlocução qualificada e de construção coletiva do conhecimento.

A presença de Flávia no LERU reafirma a importância da consolidação de redes acadêmicas e o avanço de agendas de pesquisa comprometidas com a análise crítica das dinâmicas rurais contemporâneas.

Tags: AgroecologiaLeruMulheres rurais

LERU no 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia “É nos territórios que a vida pulsa, é nos territórios que o povo resiste”

18/03/2026 14:26

O Laboratório de Estudos Rurais (LERU), por meio de seus pesquisadores e estudantes, participou do 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia, realizado entre os dias 15 e 18 de outubro de 2025, na cidade de Juazeiro, Bahia. O evento foi promovido pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) em parceria com diversas instituições acadêmicas, organizações sociais e movimentos da agroecologia, tendo como tema “Agroecologia, Convivência com os Territórios Brasileiros e Justiça Climática”.

Considerado o maior evento latino-americano dedicado à agroecologia, o congresso reuniu mais de seis mil participantes, entre pesquisadores, estudantes, agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas, gestores públicos e representantes de movimentos sociais, consolidando-se como um importante espaço de diálogo entre diferentes formas de produção de conhecimento.

A programação do congresso foi marcada por plenárias, painéis temáticos, atividades autogestionadas, apresentações de trabalhos científicos e espaços de diálogo entre saberes acadêmicos e populares. Entre os diversos espaços de troca de experiências estiveram os chamados “Tapiris de Saberes”, que reuniram trabalhos e debates organizados em diferentes eixos temáticos relacionados à agroecologia, educação, políticas públicas, saúde, comunicação e economia solidária.

Durante o evento, o LERU/CCA/UFSC esteve representado por pesquisadores e estudantes que participaram de sessões de apresentação de trabalhos e de debates científicos voltados à reflexão sobre os desafios contemporâneos da agricultura e da formação profissional nas ciências agrárias. Os professores e estudantes do LERU apresentaram sete trabalhos, fruto de suas pesquisas e ações de extensão. A presença do laboratório integrou um amplo conjunto de instituições acadêmicas e redes de pesquisa que vêm contribuindo para o fortalecimento do campo da agroecologia no Brasil.

O congresso também contou com forte participação de organizações da sociedade civil, entre elas a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), que promoveu diversas atividades durante o encontro, incluindo debates sobre justiça climática.

Ao reunir ciência, práticas sociais e saberes tradicionais, o Congresso Brasileiro de Agroecologia reafirma a agroecologia como campo científico, prática agrícola e movimento social, promovendo o diálogo entre universidade e sociedade e contribuindo para a construção de caminhos para sistemas agroalimentares mais sustentáveis e socialmente justos.

A participação do LERU neste importante encontro nacional reforça o compromisso da universidade com a produção de conhecimento crítico e com o fortalecimento de iniciativas voltadas à sustentabilidade socioambiental, à agricultura familiar e à construção coletiva de alternativas para o futuro da agricultura.

 

 

Tags: AgroecologiaTerritório

Participação do LERU no 15º Encontro da Rede Ecovida

03/10/2025 22:15

À convite do Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU) marcou presença no 15º Encontro da Rede. Realizado no município de Biguaçu, nos dias 13 e 14 de setembro, o evento reuniu agricultoras e agricultores, jovens, técnicos, pesquisadoras, apoiadores da agroecologia, além de lideranças políticas e representantes institucionais comprometidos com a agroecologia e o desenvolvimento rural sustentável. Esse espaço reafirmou a importância da articulação em rede para a construção de alternativas solidárias e justas no campo e na cidade.

O LERU foi convidado a conduzir uma oficina no tema Jovens e Mulheres na Agroecologia. A atividade foi conduzida pela professora Dra. Karolyna Marin Herrera e pelo professor Dr. Valmir Luiz Stropasolas, por meio de uma metodologia participativa, que estimulou a escuta e o diálogo coletivo. O debate girou em torno das questões de gênero e geração, destacando como as mulheres rurais acumulam múltiplos trabalhos – produtivo, reprodutivo e comunitário – sem o devido reconhecimento, e como o acesso à terra e ao crédito historicamente lhes foi limitado. Também foi discutida a importância da participação das mulheres em associações e cooperativas como caminho para ampliar autonomia e visibilidade.

A dimensão da geração foi trabalhada a partir da relação entre jovens, adultos e idosos no campo, problematizando os desafios da sucessão rural, as tensões entre métodos tradicionais e práticas inovadoras, e o protagonismo da juventude nos processos de transformação social e produtiva. A agroecologia foi apresentada como eixo estruturante, articulando práticas agrícolas sustentáveis, saúde coletiva, valorização dos saberes locais e perspectivas de futuro.

Como parte da oficina, o LERU elaborou uma cartilha distribuída ao final da atividade, que sistematizou os principais pontos discutidos e lançou questões reflexivas sobre gênero, geração e agroecologia. O material buscou apoiar os participantes em seus processos formativos, incentivando que o debate ultrapasse o espaço do encontro e reverbere em suas comunidades.

A participação no 15º Encontro da Rede Ecovida reafirma o compromisso do LERU com a promoção da agroecologia e com o fortalecimento de jovens e mulheres como protagonistas de um desenvolvimento rural mais justo, solidário e sustentável.

 

Tags: Agricultura familiarAgroecologiaMulheres ruraisTecnologiaTerritório

Encerramento da Farinhada em Garopaba/SC e o projeto de visibilização dos Engenhos

09/09/2025 18:19

 

No último sábado, membros do LERU participaram de uma Roda de Conversa Técnica, durante a 4ª Festa de Encerramento da Farinhada, em Garopaba/SC. A atividade teve como objetivo apresentar ações e resultados preliminares do Projeto de Extensão desenvolvido entre o LERU e a Prefeitura. Na ocasião, foi entregue a Cartilha de controle de custos e precificação da farinha de mandioca artesanal. O projeto é denominado Inclusão produtiva com segurança sanitária da farinha de mandioca artesanal de Garopaba/SC, e tem fortalecido um processo de resgate e de visibilização dos engenhos de farinha de mandioca do município, sob a coordenação do professor Dr. Cristiano Desconsi, registrado no SIGPEX sob o nº 202413953.

Tags: Agricultura familiarAgroecologiaComunidade tradicionalFarinha artesanalGaropaba

Realizada atividade no Quilombo Vidal Martins

09/09/2025 17:59

No dia 29 de agosto de 2025, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU/UFSC), realizou o primeiro encontro do Seminário Internacional de Agriculturas na África, na Comunidade Quilombola Vidal Martins. A atividade está amparada pelo Projeto Sensibilização e Apoio à Realização de Boas Práticas Sustentáveis e Saudáveis em Territórios de Povos Tradicionais e Comunidades Rurais e Locais, e pelo Ciclo de Encontro Temáticos 2025, ambos projetos de extensão do LERU.

O encontro contou com a presença de estudantes regulares do curso de Agronomia, de nacionalidade angolana e guineense, que proferiram palestras, além de lideranças da comunidade, professores do CCA, e demais membros do LERU. A atividade teve início com a participação das lideranças do quilombo, que compartilharam sua história e as lutas para a retomada do território. Em seguida, houve um momento Cultura Guiné-Bissau e Angola com uma canção histórica e apresentação de dança no estilo musical angolano, o Semba. As apresentações marcaram a abertura oficial do Seminário. Em seguida houveram duas palestras, uma sobre Agriculturas na Guiné-Bissau, ministrada por Camenamul Upá Nambué, e a outra, Agriculturas em Angola, ministrada por Abrão Matias Filipe e José Domingos Joaquim Zamba , com reflexões sobre as divisões geográficas, as políticas públicas, a agricultura familiar e as práticas de manejo. Ao final, houve um espaço de diálogo entre os estudantes africanos e as lideranças do quilombo, com o objetivo de fortalecer vínculos e à troca de conhecimentos, ampliando a compreensão sobre as práticas agrícolas no continente africano.

 

Tags: AgroecologiaComunidade tradicionalQuilombo

Produção técnico-científica do LERU para o CBA 2025

09/09/2025 17:01

Em outubro de 2025 acontecerá em Juazeiro/BA, o 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) e o LERU estará participando com apresentação de trabalhos técnico-científicos. Foram submetidos e aprovados 7 (sete) trabalhos elaborados por professores, colaboradores do LERU e estudantes de graduação e pós-graduação. As análises se referem a estudos que estão sendo realizados no âmbito do Laboratório, ligados à projetos de pesquisa e de extensão.

O trabalho “A agroecologia fortalece nossa autonomia e se fortalece com a gente”: perfil das organizações produtivas de mulheres na Mostra da Produção das Margaridas 2024 é um relato de experiência técnico do Projeto de extensão denominado Autonomia Econômica e Elaboração de Políticas Públicas para Mulheres do Campo, Floresta e Águas, coordenado pela professora Dra. Karolyna Marin Herrera, e foi executado no âmbito do TED do Ministério das Mulheres, registrado no SIGPEX sob o nº 202320769.

O segundo trabalho, Projetos executados por NEA e CVT com recursos de Editais CNPq de fomento à pesquisa em agroecologia revelam modos de ação refere-se a uma análise de dados do terceiro relatório do Projeto de pesquisa denominado Tecnologias e Bioinsumos no Brasil: a contribuição dos núcleos de estudo em agroecologia e produção orgânica na transição sociotécnica para sustentabilidade, coordenado pela professora Dra. Daniela Aparecida Pacífico, registrado no SIGPEX sob o nº 202202233

Já o trabalho Mercados de reciprocidade, agroecologia e soberania alimentar: o caso dos engenhos de farinha de Garopaba/SC trata-se de uma análise realizada no âmbito do Projeto de extensão denominado Inclusão produtiva com segurança sanitária da farinha de mandioca artesanal de Garopaba/SC, coordenado pelo professor Dr. Cristiano Desconsi, registrado no SIGPEX sob o nº 202413953.

Tags: Agroecologia