Projeto Ubuntu participa de mutirão agroflorestal e fortalece intercâmbio de saberes

09/06/2026 17:07

No dia 31 de maio, estudantes vinculados ao Projeto Ubuntu participaram de um mutirão agroflorestal realizado no Sítio Terra de Ganesh, em Itapirubá (SC). A atividade reuniu 18 participantes, majoritariamente estudantes dos cursos de Agronomia e Engenharia de Aquicultura do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina (CCA/UFSC), incluindo estudantes brasileiros e indígenas.

O grupo partiu da UFSC às 6h30, em ônibus disponibilizado pela universidade, para uma jornada de aprendizado prático, trabalho coletivo e troca de conhecimentos em torno da agroecologia e dos sistemas agroflorestais.

O mutirão foi facilitado por Namastê Messerschmidt e Walter Steenbock, referências na construção e difusão de práticas agroflorestais em Santa Catarina. Ao longo do dia, os participantes puderam conhecer princípios, técnicas e experiências relacionadas à sucessão ecológica e ao manejo agroflorestal.

A programação teve início com um café da manhã coletivo, marcado pela diversidade de alimentos compartilhados entre os participantes. O momento proporcionou integração, acolhimento e aproximação entre estudantes e agrofloresteiros , criando um ambiente propício à convivência e à construção de vínculos.

Na sequência, foi realizada uma caminhada transversal pelo sítio, durante a qual Namastê e Walter apresentaram diferentes áreas do sítio, compartilhando experiências, observações e conhecimentos sobre os processos ecológicos, os sistemas produtivos e os desafios da agricultura agroflorestal. O percurso transformou-se em uma rica oportunidade de diálogo entre saberes acadêmicos e conhecimentos construídos a partir da prática cotidiana no campo.

O almoço coletivo constituiu outro momento marcante da atividade. Preparado com grande dedicação e cuidado pelos anfitriões, o cardápio reuniu alimentos diversificados, nutritivos e produzidos em sintonia com os princípios da agroecologia, reforçando a conexão entre alimentação saudável, cuidado com a terra e fortalecimento das comunidades.

Durante o mutirão, os participantes colocaram literalmente as mãos na terra, contribuindo para o plantio e manejo de espécies arbóreas e cultivos agrícolas em sistemas biodiversos. Mais do que uma atividade prática, a experiência permitiu refletir sobre formas de produção de alimentos capazes de integrar conservação ambiental, regeneração dos ecossistemas e soberania alimentar.

A participação do grupo foi articulada com o apoio da cineasta e diretora Iara Lee, que esteve presente durante toda a atividade e desempenhou papel fundamental na mobilização dos estudantes e na construção dessa ponte entre a universidade e iniciativas comprometidas com a agricultura agroflorestal e a agroecologia.

Para o Projeto Ubuntu, sediado no Laboratório de Estudos Rurais (LERU/UFSC), a atividade representou uma oportunidade singular de promover intercâmbio intercultural e formação prática. Ao reunir estudantes de diferentes origens e trajetórias em torno do trabalho coletivo, do cuidado com a terra e da troca de conhecimentos, o mutirão reafirmou valores centrais do projeto, como solidariedade, cooperação, diversidade e aprendizagem compartilhada.

Experiências como esta demonstram o potencial dos espaços agroecológicos como ambientes de formação integral, capazes de articular conhecimentos técnicos, sensibilidade socioambiental, convivência intercultural e compromisso com a construção de sistemas alimentares mais justos e sustentáveis.

   

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Projeto UBUNTU promove integração cultural e debate sobre africanidades

12/05/2026 19:39

No dia 11 de maio de 2026, durante o horário de almoço, o auditório do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina recebeu a atividade de apresentação do Projeto de Extensão UBUNTU: Africanidades, identidades, costumes, culturas e práticas alimentares. A iniciativa é vinculada ao Laboratório de Estudos Rurais e coordenada pela professora Daniela Aparecida Pacífico, sendo construída de forma autogestionada pelos estudantes participantes.

Inspirado na filosofia africana Ubuntu “sou quem sou porque somos todos nós”, o projeto busca fortalecer espaços de integração intercultural, valorização das africanidades e promoção de práticas educativas antirracistas no ambiente universitário e para além dele. A atividade reuniu estudantes brasileiros e internacionais, especialmente oriundos de países africanos de língua portuguesa e do Haiti, promovendo trocas sobre identidades, experiências culturais, alimentação, modos de vida e trajetórias acadêmicas.

A apresentação contou também com a presença da cineasta e produtora brasileira Iara Lee, reconhecida internacionalmente por seus documentários voltados a direitos humanos, conflitos sociais, povos tradicionais e processos de resistência cultural. De ascendência coreana, Iara Lee possui uma trajetória marcada pela produção de filmes em diferentes territórios do mundo, abordando questões relacionadas ao colonialismo, deslocamentos forçados, justiça social e autodeterminação dos povos.

Entre seus trabalhos destacam-se K2 and the Invisible Footmen, sobre os carregadores nativos que acompanham expedições ao K2, no norte do Paquistão; Life is Waiting: Referendum and Resistance in Western Sahara, que aborda a ocupação marroquina do Saara Ocidental e a luta pacífica do povo saaraui; The Kalasha and the Crescent, sobre os desafios enfrentados por povos indígenas no norte do Paquistão; e The Suffering Grasses: When Elephants Fight It Is The Grass That Suffers, documentário que retrata os impactos humanos da guerra na Síria.

Durante a atividade, foram compartilhadas as principais ações previstas pelo projeto ao longo de 2026, entre elas: exibições do CineÁfrica, oficinas de culinária africana, oficinas de danças e tranças, mutirões agroecológicos, exposições artísticas, atividades em escolas municipais e a realização do III Seminário Internacional de Agriculturas na África.

Como primeira atividade do CineÁfrica em Debate neste semestre, o projeto realizará, no dia 15/05/2026 a exibição do documentário Unidas por Bissau (Nô Kumpu Guiné): Agroecologia e feminismo na Guiné-Bissau, dirigido por Iara Lee. O filme acompanha mulheres da Guiné-Bissau que, por meio da Agroecologia, desafiam o patriarcado, enfrentam práticas como o casamento forçado e constroem formas coletivas de autonomia e autossuficiência. A obra destaca o protagonismo feminino nas lutas sociais e agroecológicas do país.

O encontro também destacou o caráter coletivo e horizontal do projeto UBUNTU, organizado e conduzido pelos próprios estudantes, que participam ativamente da definição das atividades, da articulação cultural e da construção dos espaços de diálogo e acolhimento. Infelizmente o projeto não conta com recurso financeiro. O apoio institucional da UFSC está sendo mediante duas bolsas de extensão (Probolsas) e uma de cultura (Secart).

A iniciativa reafirma o compromisso do LERU com ações extensionistas voltadas à diversidade cultural, à educação antirracista, à internacionalização solidária e à valorização das múltiplas formas de produção de conhecimento presentes na universidade e nos territórios. Fique atento. Em breve terão novas atividades.

Créditos das fotografias: Iara Lee.

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Projeto UBUNTU é sediado no LERU

05/05/2026 00:53

O Laboratório de Estudos Rurais (LERU/UFSC) sedia o Projeto de Extensão UBUNTU: Africanidades, Identidades, Costumes, Culturas e Práticas Alimentares, uma iniciativa dos estudantes africanos no CCA/UFSC, que articula ensino, pesquisa e extensão em torno da valorização de saberes afro-diaspóricos, da interculturalidade e da promoção de práticas educativas antirracistas. O projeto está registrado no SIGPEX sob o nº 202516049. Inspirado no princípio “Sou quem sou porque somos todos nós”, o UBUNTU propõe um conjunto amplo de atividades que buscam fortalecer o diálogo entre conhecimentos científicos e saberes tradicionais, com ênfase em experiências comunitárias, práticas alimentares e expressões culturais.

A programação contempla: Exibição CineÁfrica e exposições artísticas; Oficina de culinária africana; Oficinas de danças e de tranças; Realização do II Seminário Internacional de Agriculturas, com participação de representantes de Angola, Guiné-Bissau, Gabão, Moçambique e Haiti; Atividades de educação antirracista em escolas municipais; Participação em eventos institucionais como a SEPEX e a Feira Orgânica do CCA; Mutirões de cuidado com viveiro e horta no Quilombo Vidal Martins.

O projeto terá vigência de 11 de outubro de 2025 a 31 de dezembro de 2026, consolidando-se como um espaço de construção coletiva de conhecimento e de fortalecimento de redes entre universidade e comunidades.

A apresentação oficial do projeto ocorrerá no dia 11 de maio de 2026, às 12h30, no Auditório do CCA. A atividade é aberta a todos/as interessados em conhecer e participar das ações propostas. Até a data da apresentação, os estudantes que conduzem o Projeto estão convidando a comunidade do CCA, via distribuição de convites: Convite mobilização

Com essa iniciativa, o LERU reafirma seu compromisso com a promoção da diversidade, da justiça social e da integração entre diferentes formas de produzir conhecimento.

🔗 Mais informações: https://www.instagram.com/ubuntucca.ufsc?igsh=MTVzeHh0b3ozZDY0cg==

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Atividades Culturais e Mutirão no Viveiro do Quilombo Vidal Martins

18/03/2026 14:44

No dia 14 de novembro de 2025, a Comunidade Quilombola Vidal Martins, do Rio Vermelho, e o Laboratório de Estudos Rurais (LERU), do CCA/UFSC, realizaram um mutirão de manutenção do viveiro e da horta, um almoço coletivo, e uma tarde de atividades culturais.

Amparadas no quadro dos Projetos de Extensão UBUNTU, Ciclos de Encontros Temáticos e Sensibilização e Apoio à Realização de Boas Práticas Sustentáveis e Saudáveis em Territórios de Povos Tradicionais e Comunidades Rurais e Locais, o conjunto das atividades integrou trabalho coletivo, partilha de saberes e fortalecimento das relações entre a comunidade quilombola e a comunidade de estudantes africanos da UFSC.

O sucesso da jornada se deu por meio da colaboração de um conjunto importante de pessoas, a saber, professores e professoras do CCA que mantém, por meio de seus projetos, a produção de mudas na Fazenda Experimental da Ressacada e, doaram, gentilmente, inúmeras mudas de frutíferas e de demais nativas. Também colaboraram com doações o Jardim Botânico, o Parque do Córrego Grande, e o coletivo de estudantes do CCA que mantêm a Agrofloresta Cambucá. 

As plantas foram levadas ao viveiro da comunidade. Já no local, os mais de 30 participantes, colaboraram realizando reparos na estrutura física do viveiro, limpeza, e manejo das plantas que estavam no local. Também foi realizado o plantio das mudas.

Das atividades práticas, o período da manhã se estendeu para a cozinha, onde vários itens que foram colhidos na horta se juntaram com as doações de alimentos e frutas que vieram da Feira Orgânica do CCA, e compuseram o delicioso almoço que foi preparado e compartilhado com todos os presentes e, também com os que foram chegando para a tarde cultural.

À tarde cultural iniciou com uma exposição de tecidos africanos da coleção pessoal das estudantes da Agronomia que pertencem à comunidade africana do CCA, e se juntou com a exposição de artesanato trazida pela comunidade quilombola. 

Houve ainda apresentação musical e dança típica africana. A tarde cultural ficou ainda mais alegre com a chegada dos estudantes da Escola Básica Municipal Darcy Ribeiro (EBM), do Rio Vermelho, conduzidos pela professora Elen Kissi Rosa. 

Os estudantes de Agronomia da UFSC, da comunidade africana do CCA, dialogaram com os estudantes da EBM contando um pouco sobre seus países, desmistificando preconceitos. O momento celebrou conexões entre culturas e histórias, reforçando a potência das agriculturas africanas como caminhos de memória, resistência e futuro.

A atividade reafirmou o compromisso do LERU com as ações de extensão que aproximam universidade e comunidade, fortalecendo vínculos, valorizando saberes locais e ampliando diálogos entre diferentes territorialidades e nacionalidades.

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