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Missão internacional fortalece cooperação Brasil–França: professora do LERU ministra aula e acompanha dupla diplomação na Bordeaux Sciences Agro

A professora Daniela Aparecida Pacífico, vinculada ao Laboratório de Estudos Rurais (LERU) e ao Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas da Universidade Federal de Santa Catarina, realizou missão de trabalho na École Nationale Supérieure des Sciences Agronomiques Bordeaux Sciences Agro, na França, no período de 19 de fevereiro a 08 de março de 2026. A atividade foi desenvolvida no âmbito do projeto de cooperação internacional CAPES/Brafagri 2023–2026, no qual a docente atua como coordenadora nacional.
A missão teve como objetivos centrais o acompanhamento de estudantes brasileiros em mobilidade acadêmica — oriundos da UFSC e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia —, bem como a realização de atividades de ensino na BSA. Atualmente, quatro estudantes da UFSC encontram-se em processo de dupla diplomação na instituição francesa, o que evidencia a consolidação da parceria e a relevância do programa para a formação internacional de estudantes de Agronomia.
No âmbito das atividades de ensino, a professora ministrou aula no módulo « Transition agroécologique et conseil », vinculado à especialização Agroécologie et gestion des ressources (AGROGER). A aula ministrada foi intitulada « L’action publique face à la transition agroécologique au Brésil », e inseriu-se no esforço de qualificar o debate internacional acerca das políticas públicas e dos processos de transição agroecológica.
O módulo é coordenado pelo professor Jean-Philippe Fontenelle, também responsável pela coordenação do projeto Brafagri no lado francês. Trata-se de um módulo intensivo, estruturado em duas semanas de atividades: a primeira dedicada aos conteúdos teóricos, desenvolvidos em sala de aula em Bordeaux, e a segunda voltada ao trabalho de campo, realizado, nesta edição, na comuna de Lalinde, no departamento da Dordogne, região da Nouvelle-Aquitaine, a aproximadamente 1h30 de Bordeaux.
A proposta pedagógica do módulo articula diferentes abordagens disciplinares, mobilizando docentes responsáveis e professores convidados para a condução dos conteúdos teóricos. A etapa de campo, por sua vez, desenvolvida sob a coordenação do responsável pela disciplina e com a participação das professoras da BSA, Josephine Demay e Laure de Rességuier, integra distintas metodologias de investigação em torno de um tema comum. Na edição de 2026, o tema central foi o uso da água para a produção agrícola, abordado a partir de múltiplas perspectivas analíticas.
Destaca-se, nesse processo, o protagonismo dos estudantes — ao todo, 18 participantes —, que se organizam coletivamente para a realização de entrevistas com diferentes atores e instituições no território investigado. Entre os interlocutores, incluem-se agricultores, gestores públicos locais, técnicos, engenheiros, representantes de ministérios, associações, agências de água e lideranças sindicais. A partir desse trabalho empírico, os estudantes sistematizam os resultados por meio da elaboração coletiva de mapas mentais e, em seguida, da produção de um policy briefs, contendo análises e recomendações direcionadas aos tomadores de decisão no território.
Para além das atividades de ensino, acompanhadas integralmente pela professora Daniela (etapa de sala de aula e de campo), a missão incluiu reuniões com o setor de relações internacionais da BSA e encontros com os estudantes brasileiros em mobilidade, ambas iniciativas fundamentais para o fortalecimento da cooperação institucional. As atividades desenvolvidas evidenciam o papel estratégico do projeto CAPES/Brafagri na promoção da internacionalização do ensino superior e na formação de profissionais capacitados para atuar frente aos desafios contemporâneos da agricultura.
A participação da professora Daniela, além de contribuir para a continuidade e consolidação do projeto CAPES/Brafagri no curso de Agronomia do CCA/UFSC, reafirma o compromisso do LERU com a articulação entre pesquisa, ensino e cooperação internacional, fortalecendo redes acadêmicas e promovendo a circulação de conhecimentos entre Brasil e França no campo dos estudos rurais e da agroecologia.
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O LERU e o BRAFAGRI – intercâmbios para França
Professores vinculados ao Laboratório de Estudos Rurais (LERU) integram a equipe do projeto Brafagri para o período 2026/2029, intitulado “Formação para ação na agricultura familiar frente a mudanças globais”, sob coordenação do professor Paulo Emílio Lovato. A iniciativa reúne as instituições brasileiras, UFSC (que detém a coordenação nacional do projeto), UFRB e UFPA, e francesas, Bordeaux Science Agro (coordenação francesa), Institut Agro Dijon e VetAgro Sup de Clermont Ferrand em um acordo de cooperação técnica bilateral voltado à formação acadêmica, pesquisa e inovação nas áreas de Agronomia.
O projeto tem como objetivo central aprofundar e perenizar parcerias internacionais por meio de intercâmbios acadêmicos, com destaque para a implementação e ampliação de duplos diplomas, a realização de pesquisas conjuntas e a aplicação social do conhecimento produzido. A proposta está ancorada na relevância da agricultura familiar, considerada estratégica tanto no contexto brasileiro quanto francês, especialmente diante dos desafios contemporâneos relacionados à segurança alimentar, às mudanças climáticas e à sustentabilidade dos sistemas produtivos. Do lado brasileiro, o projeto é financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (CAPES) e, do lado francês, Comitê Francês composto por representantes Ministère de l’Europe et des Affaires Étrangères (MEAE), de l’Ambassade de France au Brésil e dos representantes do Ministère de l’Agriculture et de la Souveraineté alimentaire (MASA).
No âmbito do LERU, destacam-se as participações das professoras Daniela Aparecida Pacífico e Karolyna Marin Herrera, bem como do professor Cristiano Desconsi, que integram a equipe brasileira do projeto na UFSC. Suas trajetórias acadêmicas, vinculadas aos estudos sobre desenvolvimento rural, políticas públicas, agroecologia e dinâmicas sociais no campo, contribuem para o fortalecimento da dimensão interdisciplinar da proposta.
A participação desses docentes reforça a inserção do LERU em redes internacionais de pesquisa e formação, ampliando as possibilidades de cooperação científica e de mobilidade acadêmica para estudantes e pesquisadores. O projeto prevê a realização de 27 intercâmbios de estudantes de graduação, das três instituições brasileiras, ao longo de sua vigência, além da consolidação de acordos de dupla diplomação, missões de trabalho docente e produção científica conjunta, evidenciando seu potencial estruturante para a internacionalização do ensino superior.
A presença do LERU no projeto Brafagri 2026/2029 reafirma o compromisso do laboratório com a análise crítica das transformações nos sistemas agrícolas e com a formação de profissionais capacitados para atuar frente aos desafios globais que atravessam a agricultura contemporânea. Ao articular pesquisa, ensino e cooperação internacional, a iniciativa contribui para o fortalecimento de uma agenda científica voltada à promoção de sistemas agroalimentares mais sustentáveis, inclusivos e socialmente justos.
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LERU recebe mais uma doação de livros realizada pesquisadora Maria Ignez Paulilo
No dia 12 de dezembro de 2025, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU) recebeu uma nova e significativa doação de livros realizada pela pesquisadora e professora aposentada da UFSC, Maria Ignez Paulilo. Ao todo, mais de 300 obras foram incorporadas ao acervo do laboratório, ampliando de forma expressiva as possibilidades de pesquisa e formação acadêmica no campo dos estudos rurais.
A doação foi recebida pelas professoras Karolyna Marin Herrera e Daniela Aparecida Pacífico, juntamente com a colaboradora Laura Cristina Pereira de Oliveira, em um momento marcado pelo reconhecimento da relevância intelectual e acadêmica do LERU. Esta é a segunda doação realizada pela pesquisadora ao laboratório, reforçando seu vínculo e reconhecimento com as atividades desenvolvidas pelos/as pesquisadores/as, a partir do compromisso com a circulação e democratização do conhecimento que o laboratório assumiu desde sua criação.
O conjunto de obras doadas constitui uma contribuição de grande valor para estudantes, pesquisadores e colaboradores do laboratório, fortalecendo o acervo bibliográfico e apoiando o desenvolvimento de pesquisas sobre o rural brasileiro, sobretudo, sobre as mulheres agricultoras.
O LERU manifesta seu profundo reconhecimento e agradecimento pela doação, que muito honra o laboratório. A equipe reafirma, ainda, o compromisso de dar continuidade a esse legado, inspirando-se na trajetória e nos ensinamentos da professora Maria Ignez Paulilo, cuja contribuição permanece fundamental para o campo dos estudos rurais no Brasil.
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Laboratório de Estudos Rurais (LERU/UFSC) encerra 2025 com oficina de Arpilleras
A arpillera é uma técnica de bordado com retalhos coloridos, bastante comum no sul do Chile e tradicionalmente utilizada por mulheres agricultoras. Durante a ditadura militar (1973–1990), essa prática cotidiana ganhou um novo sentido: em meio à censura e à violência, muitas mulheres – especialmente mães e esposas de presos e desaparecidos políticos – transformaram a arpillera em um instrumento político para denunciar a realidade e manter viva a resistência.
No Brasil, essa prática inspirou movimentos populares, especialmente o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Em oficinas e rodas de conversa, mulheres do campo e das águas passaram a bordar suas próprias narrativas: casas alagadas, territórios violados, mas também a força que brota da coletividade, do cuidado e da luta cotidiana.
No dia 05 de dezembro de 2025, para marcar a última atividade do ano do LERU, a pesquisadora e colaboradora Laura Cristina Pereira de Oliveira realizou uma oficina de arpillera com o tema “Agroecologia para Adiar o Fim do Mundo / para Viver”. O trabalho final expressa, em linhas e retalhos, as esperanças, os compromissos e os horizontes que orientam os sonhos mais profundos da nossa atuação: um lembrete de que imaginar outros futuros também é um gesto de esperança e, sobretudo, de resistência.
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Atividades Culturais e Mutirão no Viveiro do Quilombo Vidal Martins
No dia 14 de novembro de 2025, a Comunidade Quilombola Vidal Martins, do Rio Vermelho, e o Laboratório de Estudos Rurais (LERU), do CCA/UFSC, realizaram um mutirão de manutenção do viveiro e da horta, um almoço coletivo, e uma tarde de atividades culturais.
Amparadas no quadro dos Projetos de Extensão UBUNTU, Ciclos de Encontros Temáticos e Sensibilização e Apoio à Realização de Boas Práticas Sustentáveis e Saudáveis em Territórios de Povos Tradicionais e Comunidades Rurais e Locais, o conjunto das atividades integrou trabalho coletivo, partilha de saberes e fortalecimento das relações entre a comunidade quilombola e a comunidade de estudantes africanos da UFSC.
O sucesso da jornada se deu por meio da colaboração de um conjunto importante de pessoas, a saber, professores e professoras do CCA que mantém, por meio de seus projetos, a produção de mudas na Fazenda Experimental da Ressacada e, doaram, gentilmente, inúmeras mudas de frutíferas e de demais nativas. Também colaboraram com doações o Jardim Botânico, o Parque do Córrego Grande, e o coletivo de estudantes do CCA que mantêm a Agrofloresta Cambucá.
As plantas foram levadas ao viveiro da comunidade. Já no local, os mais de 30 participantes, colaboraram realizando reparos na estrutura física do viveiro, limpeza, e manejo das plantas que estavam no local. Também foi realizado o plantio das mudas.
Das atividades práticas, o período da manhã se estendeu para a cozinha, onde vários itens que foram colhidos na horta se juntaram com as doações de alimentos e frutas que vieram da Feira Orgânica do CCA, e compuseram o delicioso almoço que foi preparado e compartilhado com todos os presentes e, também com os que foram chegando para a tarde cultural.
À tarde cultural iniciou com uma exposição de tecidos africanos da coleção pessoal das estudantes da Agronomia que pertencem à comunidade africana do CCA, e se juntou com a exposição de artesanato trazida pela comunidade quilombola.
Houve ainda apresentação musical e dança típica africana. A tarde cultural ficou ainda mais alegre com a chegada dos estudantes da Escola Básica Municipal Darcy Ribeiro (EBM), do Rio Vermelho, conduzidos pela professora Elen Kissi Rosa.
Os estudantes de Agronomia da UFSC, da comunidade africana do CCA, dialogaram com os estudantes da EBM contando um pouco sobre seus países, desmistificando preconceitos. O momento celebrou conexões entre culturas e histórias, reforçando a potência das agriculturas africanas como caminhos de memória, resistência e futuro.
A atividade reafirmou o compromisso do LERU com as ações de extensão que aproximam universidade e comunidade, fortalecendo vínculos, valorizando saberes locais e ampliando diálogos entre diferentes territorialidades e nacionalidades.
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LERU realiza encontro de planejamento para 2026 e mutirão pedagógico e agroecológico
No dia 8 de novembro de 2025, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU), vinculado ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, realizou uma jornada de planejamento das atividades para o ano de 2026, reunindo professores/pesquisadores e estudantes vinculados às atividades de ensino, pesquisa e extensão do grupo, da graduação e da pós.. A programação iniciou pela manhã com uma reunião de trabalho dedicada à organização das atividades acadêmicas e científicas do laboratório para 2026. Entre os principais pontos discutidos esteve a definição do modelo de supervisão do LERU, que passará a funcionar de modo compartilhado entre os docentes do laboratório. Também foram debatidas perspectivas de projetos de pesquisa em andamento e novas iniciativas, bem como possibilidades de financiamento associadas a programas e parcerias institucionais. A agenda contemplou ainda a organização das equipes de pesquisa, envolvendo orientandos de graduação e pós-graduação, bolsistas e colaboradores vinculados aos diferentes projetos conduzidos no laboratório.
Durante o encontro também foram discutidas estratégias para fortalecer a dinâmica acadêmica do LERU, incluindo a criação de uma agenda anual de atividades, a organização de grupos de estudos e a articulação entre projetos de pesquisa e extensão, com forte ênfase nas idas à campo, e a busca por financiamentos.
Outro tema abordado foi a continuidade das parcerias do laboratório com povos e comunidades tradicionais. Foram discutidas ações em andamento e perspectivas de colaboração em projetos voltados à gestão territorial, à valorização de conhecimentos locais e ao desenvolvimento de atividades de pesquisa e extensão junto a comunidades indígenas e quilombolas da região.
Após a reunião de planejamento, os participantes realizaram um almoço coletivo que marcou a continuidade do encontro em um momento de convivência e troca de experiências. No período da tarde foi realizado um mutirão pedagógico e agroecológico, com atividades de preparo do solo e plantio de mais de quinze espécies cultivadas. A atividade buscou integrar práticas agrícolas, reflexão coletiva e convivência entre os integrantes do laboratório, reafirmando o compromisso do LERU com formas colaborativas de produção de conhecimento e com a valorização de práticas agroecológicas.
O encontro foi encerrado no final do dia em torno de uma fogueira, celebrando o trabalho coletivo e o fortalecimento das relações entre professores/pesquisadores, estudantes e colaboradores do laboratório. A iniciativa reforça a proposta do Laboratório de Estudos Rurais (LERU) de contribuir para o desenvolvimento de abordagens críticas e comprometidas com as transformações do mundo rural.
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Membros do LERU integram conteúdos de aula ao Festival Cultural Guarani em Biguaçu (SC)
No dia 7 de novembro de 2025, estudantes da graduação vinculados ao Laboratório de Estudos Rurais (LERU) e da pós-graduação em Agroecossistemas, do Centro de Ciências Agrárias, da Universidade Federal de Santa Catarina, tem conteúdos integrados ao Festival Cultural Guarani 2025 (Mbya Nheovogaa Regua), na Aldeia Yynn Moroti Whera, localizada no município de Biguaçu, em Santa Catarina.
A atividade foi articulada pelos professores Valmir Luiz Stropasolas e Daniela Aparecida Pacífico, que atuam no Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas (PPGA) da UFSC, respectivamente nas disciplinas de Agricultura Familiar e Interdisciplinaridade em Agroecossistemas. A iniciativa buscou integrar atividades formativas desenvolvidas no âmbito do laboratório, e as disciplinas, com uma experiência de campo voltada à aproximação dos estudantes com contextos socioculturais e territoriais específicos.
O Festival Cultural Guarani 2025 (Mbya Nheovogaa Regua) ocorreu entre os dias 4 e 6 de novembro de 2025 e foi concebido como um espaço de valorização e visibilização das expressões culturais do povo Guarani. A programação do evento reuniu diferentes atividades voltadas à celebração das tradições indígenas, incluindo cantos, danças, apresentações teatrais, contação de histórias, mostras de filmes, rodas de conversa, brincadeiras tradicionais, pinturas corporais e exposições de arte e artesanato, além da culinária tradicional.
Ao promover a imersão em práticas culturais e formas de expressão próprias da cultura Guarani, a articulação de conteúdos disciplinares com o evento constituiu um espaço privilegiado de aprendizagem e de diálogo intercultural. Nesse contexto, a participação dos estudantes do LERU e do PPGA integrou os conteúdos discutidos nas disciplinas com uma experiência de campo que possibilitou observar e refletir sobre a diversidade de saberes, práticas culturais e formas de organização presentes nos territórios indígenas.
A articulação de conteúdos ao festival contribuiu, assim, para ampliar as oportunidades formativas oferecidas aos estudantes, articulando ensino, reflexão acadêmica e experiências de aproximação com realidades sociais e culturais.
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LERU recebe Flávia Ramos, pesquisadora e colaboradora do Laboratório
No dia 24 de outubro, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU) recebeu, de forma presencial, a pesquisadora e colaboradora Flávia Ramos, fortalecendo os vínculos acadêmicos e institucionais construídos ao longo de sua trajetória junto ao laboratório. Residente na Alemanha, Flávia esteve no Brasil e aproveitou a ocasião para realizar uma visita ao LERU, espaço com o qual mantém colaboração ativa desde 2023.
Com doutorado em Sociologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, a pesquisadora tem desenvolvido investigações alinhadas aos temas centrais do laboratório, além de consolidar uma parceria acadêmica contínua com a professora Karolyna Marin Herrera, com quem assina diversas publicações. Sua trajetória evidencia uma inserção consistente em redes de pesquisa nacionais e internacionais, contribuindo para o fortalecimento da produção científica no campo dos estudos rurais, gênero, mulheres rurais e agroecologia.
Durante a visita, Flávia Ramos apresentou aos membros do LERU reflexões sobre pesquisas em fase de conclusão, compartilhando resultados preliminares, desafios analíticos e perspectivas teórico-metodológicas. Também destacou sua experiência de colaboração com o laboratório, enfatizando o papel do LERU como espaço de interlocução qualificada e de construção coletiva do conhecimento.
A presença de Flávia no LERU reafirma a importância da consolidação de redes acadêmicas e o avanço de agendas de pesquisa comprometidas com a análise crítica das dinâmicas rurais contemporâneas.
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Pesquisadores do LERU são credenciados em programas de pós-graduação da UFSC em 2025
Outubro de 2025 marcou um momento importante para o fortalecimento institucional do Laboratório de Estudos Rurais (LERU). Três professores que integram o laboratório consolidaram sua inserção em programas de pós-graduação da universidade, ampliando as possibilidades de articulação entre pesquisa, ensino e formação de novos pesquisadores.
O professor Cristiano Desconsi, que encontra-se credenciado desde 2024 no Programa de Pós-Graduação em Administração da UFSC, assumiu a coordenação da linha de pesquisa. As professoras Daniela Aparecida Pacífico e Karolyna Marin Herrera passaram a integrar o quadro de professores permanentemente de programas de pós-graduação da UFSC, respectivamente Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas e Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas.
A institucionalização dos docentes em programas de pós-graduação representa um passo relevante para a consolidação das atividades de pesquisa desenvolvidas no âmbito do LERU, uma vez que amplia as possibilidades de orientação de mestrado e doutorado, fortalece a inserção institucional do laboratório em diferentes áreas do conhecimento e contribui para a formação de redes de pesquisa interdisciplinares.
A diversidade de inserções acadêmicas dos pesquisadores do laboratório também reflete a amplitude temática das investigações desenvolvidas pelo LERU. A professora Karolyna atua em temas relacionados a trabalho, gênero e agroecologia; o professor Cristiano desenvolve pesquisas nas áreas de gestão rural, trabalho e economia familiar; e a professora Daniela dedica-se a estudos sobre tecnologias, agricultura e sociedade.
A presença em diferentes programas de pós-graduação contribui para ampliar o diálogo entre campos disciplinares distintos e reforça a capacidade do laboratório de produzir conhecimento sobre as transformações contemporâneas do mundo rural, articulando perspectivas das ciências agrárias, das ciências sociais e da gestão. Dessa forma, o credenciamento dos pesquisadores representa não apenas um reconhecimento institucional de suas trajetórias acadêmicas, mas também um importante avanço para o fortalecimento das atividades de pesquisa, formação e cooperação científica desenvolvidas pelo LERU.
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LERU no 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia “É nos territórios que a vida pulsa, é nos territórios que o povo resiste”
O Laboratório de Estudos Rurais (LERU), por meio de seus pesquisadores e estudantes, participou do 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia, realizado entre os dias 15 e 18 de outubro de 2025, na cidade de Juazeiro, Bahia. O evento foi promovido pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) em parceria com diversas instituições acadêmicas, organizações sociais e movimentos da agroecologia, tendo como tema “Agroecologia, Convivência com os Territórios Brasileiros e Justiça Climática”.
Considerado o maior evento latino-americano dedicado à agroecologia, o congresso reuniu mais de seis mil participantes, entre pesquisadores, estudantes, agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas, gestores públicos e representantes de movimentos sociais, consolidando-se como um importante espaço de diálogo entre diferentes formas de produção de conhecimento.
A programação do congresso foi marcada por plenárias, painéis temáticos, atividades autogestionadas, apresentações de trabalhos científicos e espaços de diálogo entre saberes acadêmicos e populares. Entre os diversos espaços de troca de experiências estiveram os chamados “Tapiris de Saberes”, que reuniram trabalhos e debates organizados em diferentes eixos temáticos relacionados à agroecologia, educação, políticas públicas, saúde, comunicação e economia solidária.
Durante o evento, o LERU/CCA/UFSC esteve representado por pesquisadores e estudantes que participaram de sessões de apresentação de trabalhos e de debates científicos voltados à reflexão sobre os desafios contemporâneos da agricultura e da formação profissional nas ciências agrárias. Os professores e estudantes do LERU apresentaram sete trabalhos, fruto de suas pesquisas e ações de extensão. A presença do laboratório integrou um amplo conjunto de instituições acadêmicas e redes de pesquisa que vêm contribuindo para o fortalecimento do campo da agroecologia no Brasil.
O congresso também contou com forte participação de organizações da sociedade civil, entre elas a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), que promoveu diversas atividades durante o encontro, incluindo debates sobre justiça climática.
Ao reunir ciência, práticas sociais e saberes tradicionais, o Congresso Brasileiro de Agroecologia reafirma a agroecologia como campo científico, prática agrícola e movimento social, promovendo o diálogo entre universidade e sociedade e contribuindo para a construção de caminhos para sistemas agroalimentares mais sustentáveis e socialmente justos.
A participação do LERU neste importante encontro nacional reforça o compromisso da universidade com a produção de conhecimento crítico e com o fortalecimento de iniciativas voltadas à sustentabilidade socioambiental, à agricultura familiar e à construção coletiva de alternativas para o futuro da agricultura.







































