Farinha artesanal de mandioca de Santa Catarina é reconhecida como patrimônio cultural do Brasil

19/03/2026 12:37

No dia 11 de março de 2026, o Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconheceu a farinha artesanal de mandioca do litoral de Santa Catarina como patrimônio cultural imaterial do Brasil. A decisão foi tomada durante sessão realizada no Rio de Janeiro, que contou também com possibilidade de participação híbrida.

No município de Garopaba, representantes dos engenhos de farinha acompanharam a sessão ao vivo, reunidos no Engenho de Farinha do João. Estiveram presentes mais de vinte homens e mulheres ligados aos engenhos do município, além de representantes da Rede Catarinense dos Engenhos de Farinha e da Prefeitura Municipal, por meio de diferentes secretarias.

O Laboratório de Estudos Rurais (LERU), do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, foi convidado a participar do encontro em Garopaba e esteve representado pelo professor Cristiano Desconsi, coordenador do projeto Inclusão Produtiva com Segurança Sanitária da Farinha Artesanal de Garopaba, projeto realizado em parceria com os engenhos. Também estiveram presentes estudantes do LERU, Vinicius Forcellini (bolsista do projeto), Luana Paulino Luiz, Gabrielle de Oliveira Rodrigues e Victória Scharcow de Vargas.

O reconhecimento da farinha artesanal como patrimônio cultural imaterial representa uma conquista significativa para as comunidades envolvidas na produção tradicional de farinha de mandioca no litoral catarinense. Trata-se de um processo que valoriza o saber-fazer associado aos engenhos de farinha, resultado de um trabalho construído coletivamente ao longo dos últimos anos, envolvendo produtores locais, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e órgãos públicos, entre eles a Rede Catarinense dos Engenhos de Farinha, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e o Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro), além da Universidade Federal de Santa Catarina.

Esse reconhecimento também reforça a importância de iniciativas voltadas à valorização e à continuidade dos engenhos de farinha, tema que segue mobilizando diferentes ações de pesquisa e extensão no LERU. Ao longo de 2026, a equipe do laboratório deverá dar continuidade às atividades desenvolvidas junto aos produtores e produtoras do município, em diálogo com as iniciativas já em curso voltadas à valorização da farinha artesanal.

A sessão do Conselho Consultivo do IPHAN está disponível, clique aqui.

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Professor do LERU debate boas práticas na administração rural em Águas Mornas/SC

19/03/2026 12:24

 

No dia 6 de fevereiro de 2026, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Águas Mornas sediou um encontro voltado à troca de conhecimentos, ao diálogo e ao fortalecimento de redes no meio rural. A atividade contou com a participação do professor Cristiano Desconsi, pesquisador do Laboratório de Estudos Rurais, e do doutorando Tiago Bini, do Programa de Pós-graduação em Administração, convidados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), no âmbito do programa ALI Rural.

A palestra abordou o tema “Boas práticas na administração rural”, enfatizando a importância da gestão estratégica das unidades produtivas, da organização financeira e da incorporação de inovações como elementos centrais para a sustentabilidade econômica e produtiva no meio rural. Durante o encontro, foram discutidas estratégias voltadas ao aprimoramento do planejamento da produção e à qualificação da tomada de decisão.

O programa ALI Rural caracteriza-se como uma iniciativa gratuita e personalizada, voltada a agricultores e agricultoras. Sua metodologia baseia-se no acompanhamento contínuo por um Agente Local de Inovação, que atua diretamente junto ao empreendimento ao longo de doze meses. Nesse período, são realizados diagnósticos detalhados, a proposição de soluções e o monitoramento da implementação das ações, com mensuração de resultados a partir de indicadores como aumento do faturamento e/ou redução de custos.

Adicionalmente, o ALI Rural incentiva a inserção dos produtores em circuitos de comercialização, incluindo feiras e rodadas de negócios, e promove a ampliação das redes de contato, contribuindo para a dinamização socioeconômica dos territórios rurais.

A realização do encontro em Águas Mornas reforça o papel do Laboratório de Estudos Rurais e das instituições de apoio na promoção de processos de desenvolvimento rural, baseados em conhecimentos técnico científicos, na inovação e na valorização das práticas de gestão no contexto da agricultura contemporânea.

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Missão internacional fortalece cooperação Brasil–França: professora do LERU ministra aula e acompanha dupla diplomação na Bordeaux Sciences Agro

19/03/2026 00:59

A professora Daniela Aparecida Pacífico, vinculada ao Laboratório de Estudos Rurais (LERU) e ao Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas da Universidade Federal de Santa Catarina, realizou missão de trabalho na École Nationale Supérieure des Sciences Agronomiques Bordeaux Sciences Agro, na França, no período de 19 de fevereiro a 08 de março de 2026. A atividade foi desenvolvida no âmbito do projeto de cooperação internacional CAPES/Brafagri 2023–2026, no qual a docente atua como coordenadora nacional.

A missão teve como objetivos centrais o acompanhamento de estudantes brasileiros em mobilidade acadêmica — oriundos da UFSC e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia —, bem como a realização de atividades de ensino na BSA. Atualmente, quatro estudantes da UFSC encontram-se em processo de dupla diplomação na instituição francesa, o que evidencia a consolidação da parceria e a relevância do programa para a formação internacional de estudantes de Agronomia.

No âmbito das atividades de ensino, a professora ministrou aula no módulo « Transition agroécologique et conseil », vinculado à especialização Agroécologie et gestion des ressources (AGROGER). A aula ministrada foi intitulada « L’action publique face à la transition agroécologique au Brésil », e inseriu-se no esforço de qualificar o debate internacional acerca das políticas públicas e dos processos de transição agroecológica.

O módulo é coordenado pelo professor Jean-Philippe Fontenelle, também responsável pela coordenação do projeto Brafagri no lado francês. Trata-se de um módulo intensivo, estruturado em duas semanas de atividades: a primeira dedicada aos conteúdos teóricos, desenvolvidos em sala de aula em Bordeaux, e a segunda voltada ao trabalho de campo, realizado, nesta edição, na comuna de Lalinde, no departamento da Dordogne, região da Nouvelle-Aquitaine, a aproximadamente 1h30 de Bordeaux.

A proposta pedagógica do módulo articula diferentes abordagens disciplinares, mobilizando docentes responsáveis e professores convidados para a condução dos conteúdos teóricos. A etapa de campo, por sua vez, desenvolvida sob a coordenação do responsável pela disciplina e com a participação das professoras da BSA, Josephine Demay e Laure de Rességuier, integra distintas metodologias de investigação em torno de um tema comum. Na edição de 2026, o tema central foi o uso da água para a produção agrícola, abordado a partir de múltiplas perspectivas analíticas.

Destaca-se, nesse processo, o protagonismo dos estudantes — ao todo, 18 participantes —, que se organizam coletivamente para a realização de entrevistas com diferentes atores e instituições no território investigado. Entre os interlocutores, incluem-se agricultores, gestores públicos locais, técnicos, engenheiros, representantes de ministérios, associações, agências de água e lideranças sindicais. A partir desse trabalho empírico, os estudantes sistematizam os resultados por meio da elaboração coletiva de mapas mentais e, em seguida, da produção de um policy briefs, contendo análises e recomendações direcionadas aos tomadores de decisão no território.

Para além das atividades de ensino, acompanhadas integralmente pela professora Daniela (etapa de sala de aula e de campo), a missão incluiu reuniões com o setor de relações internacionais da BSA e encontros com os estudantes brasileiros em mobilidade, ambas iniciativas fundamentais para o fortalecimento da cooperação institucional. As atividades desenvolvidas evidenciam o papel estratégico do projeto CAPES/Brafagri na promoção da internacionalização do ensino superior e na formação de profissionais capacitados para atuar frente aos desafios contemporâneos da agricultura.

A participação da professora Daniela, além de contribuir para a continuidade e consolidação do projeto CAPES/Brafagri no curso de Agronomia do CCA/UFSC, reafirma o compromisso do LERU com a articulação entre pesquisa, ensino e cooperação internacional, fortalecendo redes acadêmicas e promovendo a circulação de conhecimentos entre Brasil e França no campo dos estudos rurais e da agroecologia.

              

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LERU realiza encontro de planejamento para 2026 e mutirão pedagógico e agroecológico

18/03/2026 14:40

No dia 8 de novembro de 2025, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU), vinculado ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, realizou uma jornada de planejamento das atividades para o ano de 2026, reunindo professores/pesquisadores e estudantes vinculados às atividades de ensino, pesquisa e extensão do grupo, da graduação e da pós.. 

A programação iniciou pela manhã com uma reunião de trabalho dedicada à organização das atividades acadêmicas e científicas do laboratório para 2026. Entre os principais pontos discutidos esteve a definição do modelo de supervisão do LERU, que passará a funcionar de modo compartilhado entre os docentes do laboratório. Também foram debatidas perspectivas de projetos de pesquisa em andamento e novas iniciativas, bem como possibilidades de financiamento associadas a programas e parcerias institucionais. A agenda contemplou ainda a organização das equipes de pesquisa, envolvendo orientandos de graduação e pós-graduação, bolsistas e colaboradores vinculados aos diferentes projetos conduzidos no laboratório.

Durante o encontro também foram discutidas estratégias para fortalecer a dinâmica acadêmica do LERU, incluindo a criação de uma agenda anual de atividades, a organização de grupos de estudos e a articulação entre projetos de pesquisa e extensão, com forte ênfase nas idas à campo, e a busca por financiamentos.

Outro tema abordado foi a continuidade das parcerias do laboratório com povos e comunidades tradicionais. Foram discutidas ações em andamento e perspectivas de colaboração em projetos voltados à gestão territorial, à valorização de conhecimentos locais e ao desenvolvimento de atividades de pesquisa e extensão junto a comunidades indígenas e quilombolas da região.

Após a reunião de planejamento, os participantes realizaram um almoço coletivo que marcou a continuidade do encontro em um momento de convivência e troca de experiências. No período da tarde foi realizado um mutirão pedagógico e agroecológico, com atividades de preparo do solo e plantio de mais de quinze espécies cultivadas. A atividade buscou integrar práticas agrícolas, reflexão coletiva e convivência entre os integrantes do laboratório, reafirmando o compromisso do LERU com formas colaborativas de produção de conhecimento e com a valorização de práticas agroecológicas.

O encontro foi encerrado no final do dia em torno de uma fogueira, celebrando o trabalho coletivo e o fortalecimento das relações entre professores/pesquisadores, estudantes e colaboradores do laboratório. A iniciativa reforça a proposta do Laboratório de Estudos Rurais (LERU) de contribuir para o desenvolvimento de abordagens críticas e comprometidas com as transformações do mundo rural.

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LERU recebe Flávia Ramos, pesquisadora e colaboradora do Laboratório

18/03/2026 14:31

No dia 24 de outubro, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU) recebeu, de forma presencial, a pesquisadora e colaboradora Flávia Ramos, fortalecendo os vínculos acadêmicos e institucionais construídos ao longo de sua trajetória junto ao laboratório. Residente na Alemanha, Flávia esteve no Brasil e aproveitou a ocasião para realizar uma visita ao LERU, espaço com o qual mantém colaboração ativa desde 2023.

Com doutorado em Sociologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, a pesquisadora tem desenvolvido investigações alinhadas aos temas centrais do laboratório, além de consolidar uma parceria acadêmica contínua com a professora Karolyna Marin Herrera, com quem assina diversas publicações. Sua trajetória evidencia uma inserção consistente em redes de pesquisa nacionais e internacionais, contribuindo para o fortalecimento da produção científica no campo dos estudos rurais, gênero, mulheres rurais e agroecologia.

Durante a visita, Flávia Ramos apresentou aos membros do LERU reflexões sobre pesquisas em fase de conclusão, compartilhando resultados preliminares, desafios analíticos e perspectivas teórico-metodológicas. Também destacou sua experiência de colaboração com o laboratório, enfatizando o papel do LERU como espaço de interlocução qualificada e de construção coletiva do conhecimento.

A presença de Flávia no LERU reafirma a importância da consolidação de redes acadêmicas e o avanço de agendas de pesquisa comprometidas com a análise crítica das dinâmicas rurais contemporâneas.

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