Farinha artesanal de mandioca de Santa Catarina é reconhecida como patrimônio cultural do Brasil
No dia 11 de março de 2026, o Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconheceu a farinha artesanal de mandioca do litoral de Santa Catarina como patrimônio cultural imaterial do Brasil. A decisão foi tomada durante sessão realizada no Rio de Janeiro, que contou também com possibilidade de participação híbrida.
No município de Garopaba, representantes dos engenhos de farinha acompanharam a sessão ao vivo, reunidos no Engenho de Farinha do João. Estiveram presentes mais de vinte homens e mulheres ligados aos engenhos do município, além de representantes da Rede Catarinense dos Engenhos de Farinha e da Prefeitura Municipal, por meio de diferentes secretarias.
O Laboratório de Estudos Rurais (LERU), do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, foi convidado a participar do encontro em Garopaba e esteve representado pelo professor Cristiano Desconsi, coordenador do projeto Inclusão Produtiva com Segurança Sanitária da Farinha Artesanal de Garopaba, projeto realizado em parceria com os engenhos. Também estiveram presentes estudantes do LERU, Vinicius Forcellini (bolsista do projeto), Luana Paulino Luiz, Gabrielle de Oliveira Rodrigues e Victória Scharcow de Vargas.
O reconhecimento da farinha artesanal como patrimônio cultural imaterial representa uma conquista significativa para as comunidades envolvidas na produção tradicional de farinha de mandioca no litoral catarinense. Trata-se de um processo que valoriza o saber-fazer associado aos engenhos de farinha, resultado de um trabalho construído coletivamente ao longo dos últimos anos, envolvendo produtores locais, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e órgãos públicos, entre eles a Rede Catarinense dos Engenhos de Farinha, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e o Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro), além da Universidade Federal de Santa Catarina.
Esse reconhecimento também reforça a importância de iniciativas voltadas à valorização e à continuidade dos engenhos de farinha, tema que segue mobilizando diferentes ações de pesquisa e extensão no LERU. Ao longo de 2026, a equipe do laboratório deverá dar continuidade às atividades desenvolvidas junto aos produtores e produtoras do município, em diálogo com as iniciativas já em curso voltadas à valorização da farinha artesanal.
A sessão do Conselho Consultivo do IPHAN está disponível, clique aqui.







