LERU recebe mais uma doação de livros realizada pesquisadora Maria Ignez Paulilo

18/03/2026 14:53

No dia 12 de dezembro de 2025, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU) recebeu uma nova e significativa doação de livros realizada pela pesquisadora e professora aposentada da UFSC, Maria Ignez Paulilo. Ao todo, mais de 300 obras foram incorporadas ao acervo do laboratório, ampliando de forma expressiva as possibilidades de pesquisa e formação acadêmica no campo dos estudos rurais.

A doação foi recebida pelas professoras Karolyna Marin Herrera e Daniela Aparecida Pacífico, juntamente com a colaboradora Laura Cristina Pereira de Oliveira, em um momento marcado pelo reconhecimento da relevância intelectual e acadêmica do LERU. Esta é a segunda doação realizada pela pesquisadora ao laboratório, reforçando seu vínculo e reconhecimento com as atividades desenvolvidas pelos/as pesquisadores/as, a partir do compromisso com a circulação e democratização do conhecimento que o laboratório assumiu desde sua criação.

O conjunto de obras doadas constitui uma contribuição de grande valor para estudantes, pesquisadores e colaboradores do laboratório, fortalecendo o acervo bibliográfico e apoiando o desenvolvimento de pesquisas sobre o rural brasileiro, sobretudo, sobre as mulheres agricultoras.

O LERU manifesta seu profundo reconhecimento e agradecimento pela doação, que muito honra o laboratório. A equipe reafirma, ainda, o compromisso de dar continuidade a esse legado, inspirando-se na trajetória e nos ensinamentos da professora Maria Ignez Paulilo, cuja contribuição permanece fundamental para o campo dos estudos rurais no Brasil.

Tags: LivrosMaria Ignez PauliloMulheres rurais

Laboratório de Estudos Rurais (LERU/UFSC) encerra 2025 com oficina de Arpilleras

18/03/2026 14:50

A arpillera é uma técnica de bordado com retalhos coloridos, bastante comum no sul do Chile e tradicionalmente utilizada por mulheres agricultoras. Durante a ditadura militar (1973–1990), essa prática cotidiana ganhou um novo sentido: em meio à censura e à violência, muitas mulheres – especialmente mães e esposas de presos e desaparecidos políticos – transformaram a arpillera em um instrumento político para denunciar a realidade e manter viva a resistência.

No Brasil, essa prática inspirou movimentos populares, especialmente o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Em oficinas e rodas de conversa, mulheres do campo e das águas passaram a bordar suas próprias narrativas: casas alagadas, territórios violados, mas também a força que brota da coletividade, do cuidado e da luta cotidiana.

No dia 05 de dezembro de 2025, para marcar a última atividade do ano do LERU, a pesquisadora e colaboradora Laura Cristina Pereira de Oliveira realizou uma oficina de arpillera com o tema “Agroecologia para Adiar o Fim do Mundo / para Viver”. O trabalho final expressa, em linhas e retalhos, as esperanças, os compromissos e os horizontes que orientam os sonhos mais profundos da nossa atuação: um lembrete de que imaginar outros futuros também é um gesto de esperança e, sobretudo, de resistência.

Tags: ArpilleraOficinaResistência

Atividades Culturais e Mutirão no Viveiro do Quilombo Vidal Martins

18/03/2026 14:44

No dia 14 de novembro de 2025, a Comunidade Quilombola Vidal Martins, do Rio Vermelho, e o Laboratório de Estudos Rurais (LERU), do CCA/UFSC, realizaram um mutirão de manutenção do viveiro e da horta, um almoço coletivo, e uma tarde de atividades culturais.

Amparadas no quadro dos Projetos de Extensão UBUNTU, Ciclos de Encontros Temáticos e Sensibilização e Apoio à Realização de Boas Práticas Sustentáveis e Saudáveis em Territórios de Povos Tradicionais e Comunidades Rurais e Locais, o conjunto das atividades integrou trabalho coletivo, partilha de saberes e fortalecimento das relações entre a comunidade quilombola e a comunidade de estudantes africanos da UFSC.

O sucesso da jornada se deu por meio da colaboração de um conjunto importante de pessoas, a saber, professores e professoras do CCA que mantém, por meio de seus projetos, a produção de mudas na Fazenda Experimental da Ressacada e, doaram, gentilmente, inúmeras mudas de frutíferas e de demais nativas. Também colaboraram com doações o Jardim Botânico, o Parque do Córrego Grande, e o coletivo de estudantes do CCA que mantêm a Agrofloresta Cambucá. 

As plantas foram levadas ao viveiro da comunidade. Já no local, os mais de 30 participantes, colaboraram realizando reparos na estrutura física do viveiro, limpeza, e manejo das plantas que estavam no local. Também foi realizado o plantio das mudas.

Das atividades práticas, o período da manhã se estendeu para a cozinha, onde vários itens que foram colhidos na horta se juntaram com as doações de alimentos e frutas que vieram da Feira Orgânica do CCA, e compuseram o delicioso almoço que foi preparado e compartilhado com todos os presentes e, também com os que foram chegando para a tarde cultural.

À tarde cultural iniciou com uma exposição de tecidos africanos da coleção pessoal das estudantes da Agronomia que pertencem à comunidade africana do CCA, e se juntou com a exposição de artesanato trazida pela comunidade quilombola. 

Houve ainda apresentação musical e dança típica africana. A tarde cultural ficou ainda mais alegre com a chegada dos estudantes da Escola Básica Municipal Darcy Ribeiro (EBM), do Rio Vermelho, conduzidos pela professora Elen Kissi Rosa. 

Os estudantes de Agronomia da UFSC, da comunidade africana do CCA, dialogaram com os estudantes da EBM contando um pouco sobre seus países, desmistificando preconceitos. O momento celebrou conexões entre culturas e histórias, reforçando a potência das agriculturas africanas como caminhos de memória, resistência e futuro.

A atividade reafirmou o compromisso do LERU com as ações de extensão que aproximam universidade e comunidade, fortalecendo vínculos, valorizando saberes locais e ampliando diálogos entre diferentes territorialidades e nacionalidades.

Tags: ÁfricaComunidade tradicionalJuventudeQuilomboUbuntu

LERU realiza encontro de planejamento para 2026 e mutirão pedagógico e agroecológico

18/03/2026 14:40

No dia 8 de novembro de 2025, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU), vinculado ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, realizou uma jornada de planejamento das atividades para o ano de 2026, reunindo professores/pesquisadores e estudantes vinculados às atividades de ensino, pesquisa e extensão do grupo, da graduação e da pós.. 

A programação iniciou pela manhã com uma reunião de trabalho dedicada à organização das atividades acadêmicas e científicas do laboratório para 2026. Entre os principais pontos discutidos esteve a definição do modelo de supervisão do LERU, que passará a funcionar de modo compartilhado entre os docentes do laboratório. Também foram debatidas perspectivas de projetos de pesquisa em andamento e novas iniciativas, bem como possibilidades de financiamento associadas a programas e parcerias institucionais. A agenda contemplou ainda a organização das equipes de pesquisa, envolvendo orientandos de graduação e pós-graduação, bolsistas e colaboradores vinculados aos diferentes projetos conduzidos no laboratório.

Durante o encontro também foram discutidas estratégias para fortalecer a dinâmica acadêmica do LERU, incluindo a criação de uma agenda anual de atividades, a organização de grupos de estudos e a articulação entre projetos de pesquisa e extensão, com forte ênfase nas idas à campo, e a busca por financiamentos.

Outro tema abordado foi a continuidade das parcerias do laboratório com povos e comunidades tradicionais. Foram discutidas ações em andamento e perspectivas de colaboração em projetos voltados à gestão territorial, à valorização de conhecimentos locais e ao desenvolvimento de atividades de pesquisa e extensão junto a comunidades indígenas e quilombolas da região.

Após a reunião de planejamento, os participantes realizaram um almoço coletivo que marcou a continuidade do encontro em um momento de convivência e troca de experiências. No período da tarde foi realizado um mutirão pedagógico e agroecológico, com atividades de preparo do solo e plantio de mais de quinze espécies cultivadas. A atividade buscou integrar práticas agrícolas, reflexão coletiva e convivência entre os integrantes do laboratório, reafirmando o compromisso do LERU com formas colaborativas de produção de conhecimento e com a valorização de práticas agroecológicas.

O encontro foi encerrado no final do dia em torno de uma fogueira, celebrando o trabalho coletivo e o fortalecimento das relações entre professores/pesquisadores, estudantes e colaboradores do laboratório. A iniciativa reforça a proposta do Laboratório de Estudos Rurais (LERU) de contribuir para o desenvolvimento de abordagens críticas e comprometidas com as transformações do mundo rural.

Tags: AgroecologiaLeru

Membros do LERU integram conteúdos de aula ao Festival Cultural Guarani em Biguaçu (SC)

18/03/2026 14:35

No dia 7 de novembro de 2025, estudantes da graduação vinculados ao Laboratório de Estudos Rurais (LERU) e da pós-graduação em Agroecossistemas, do Centro de Ciências Agrárias, da Universidade Federal de Santa Catarina, tem conteúdos integrados ao Festival Cultural Guarani 2025 (Mbya Nheovogaa Regua), na Aldeia Yynn Moroti Whera, localizada no município de Biguaçu, em Santa Catarina.

A atividade foi articulada pelos professores Valmir Luiz Stropasolas e Daniela Aparecida Pacífico, que atuam no Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas (PPGA) da UFSC, respectivamente nas disciplinas de Agricultura Familiar e Interdisciplinaridade em Agroecossistemas. A iniciativa buscou integrar atividades formativas desenvolvidas no âmbito do laboratório, e as disciplinas, com uma experiência de campo voltada à aproximação dos estudantes com contextos socioculturais e territoriais específicos.

O Festival Cultural Guarani 2025 (Mbya Nheovogaa Regua) ocorreu entre os dias 4 e 6 de novembro de 2025 e foi concebido como um espaço de valorização e visibilização das expressões culturais do povo Guarani. A programação do evento reuniu diferentes atividades voltadas à celebração das tradições indígenas, incluindo cantos, danças, apresentações teatrais, contação de histórias, mostras de filmes, rodas de conversa, brincadeiras tradicionais, pinturas corporais e exposições de arte e artesanato, além da culinária tradicional.

Ao promover a imersão em práticas culturais e formas de expressão próprias da cultura Guarani, a articulação de conteúdos disciplinares com o evento constituiu um espaço privilegiado de aprendizagem e de diálogo intercultural. Nesse contexto, a participação dos estudantes do LERU e do PPGA integrou os conteúdos discutidos nas disciplinas com uma experiência de campo que possibilitou observar e refletir sobre a diversidade de saberes, práticas culturais e formas de organização presentes nos territórios indígenas.

A articulação de conteúdos ao festival contribuiu, assim, para ampliar as oportunidades formativas oferecidas aos estudantes, articulando ensino, reflexão acadêmica e experiências de aproximação com realidades sociais e culturais.

  

Tags: EnsinoPovos originários

LERU recebe Flávia Ramos, pesquisadora e colaboradora do Laboratório

18/03/2026 14:31

No dia 24 de outubro, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU) recebeu, de forma presencial, a pesquisadora e colaboradora Flávia Ramos, fortalecendo os vínculos acadêmicos e institucionais construídos ao longo de sua trajetória junto ao laboratório. Residente na Alemanha, Flávia esteve no Brasil e aproveitou a ocasião para realizar uma visita ao LERU, espaço com o qual mantém colaboração ativa desde 2023.

Com doutorado em Sociologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, a pesquisadora tem desenvolvido investigações alinhadas aos temas centrais do laboratório, além de consolidar uma parceria acadêmica contínua com a professora Karolyna Marin Herrera, com quem assina diversas publicações. Sua trajetória evidencia uma inserção consistente em redes de pesquisa nacionais e internacionais, contribuindo para o fortalecimento da produção científica no campo dos estudos rurais, gênero, mulheres rurais e agroecologia.

Durante a visita, Flávia Ramos apresentou aos membros do LERU reflexões sobre pesquisas em fase de conclusão, compartilhando resultados preliminares, desafios analíticos e perspectivas teórico-metodológicas. Também destacou sua experiência de colaboração com o laboratório, enfatizando o papel do LERU como espaço de interlocução qualificada e de construção coletiva do conhecimento.

A presença de Flávia no LERU reafirma a importância da consolidação de redes acadêmicas e o avanço de agendas de pesquisa comprometidas com a análise crítica das dinâmicas rurais contemporâneas.

Tags: AgroecologiaLeruMulheres rurais

Pesquisadores do LERU são credenciados em programas de pós-graduação da UFSC em 2025

18/03/2026 14:28

Outubro de 2025 marcou um momento importante para o fortalecimento institucional do Laboratório de Estudos Rurais (LERU). Três professores que integram o laboratório consolidaram sua inserção em programas de pós-graduação da universidade, ampliando as possibilidades de articulação entre pesquisa, ensino e formação de novos pesquisadores.

O professor Cristiano Desconsi, que encontra-se credenciado desde 2024 no Programa de Pós-Graduação em Administração da UFSC, assumiu a coordenação da linha de pesquisa. As professoras Daniela Aparecida Pacífico e Karolyna Marin Herrera passaram a integrar o quadro de professores permanentemente de programas de pós-graduação da UFSC, respectivamente Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas e Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas.

A institucionalização dos docentes em programas de pós-graduação representa um passo relevante para a consolidação das atividades de pesquisa desenvolvidas no âmbito do LERU, uma vez que amplia as possibilidades de orientação de mestrado e doutorado, fortalece a inserção institucional do laboratório em diferentes áreas do conhecimento e contribui para a formação de redes de pesquisa interdisciplinares.

A diversidade de inserções acadêmicas dos pesquisadores do laboratório também reflete a amplitude temática das investigações desenvolvidas pelo LERU. A professora Karolyna atua em temas relacionados a trabalho, gênero e agroecologia; o professor Cristiano desenvolve pesquisas nas áreas de gestão rural, trabalho e economia familiar; e a professora Daniela dedica-se a estudos sobre tecnologias, agricultura e sociedade.

A presença em diferentes programas de pós-graduação contribui para ampliar o diálogo entre campos disciplinares distintos e reforça a capacidade do laboratório de produzir conhecimento sobre as transformações contemporâneas do mundo rural, articulando perspectivas das ciências agrárias, das ciências sociais e da gestão. Dessa forma, o credenciamento dos pesquisadores representa não apenas um reconhecimento institucional de suas trajetórias acadêmicas, mas também um importante avanço para o fortalecimento das atividades de pesquisa, formação e cooperação científica desenvolvidas pelo LERU.

Tags: Economia familiarGêneroTecnologia

LERU no 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia “É nos territórios que a vida pulsa, é nos territórios que o povo resiste”

18/03/2026 14:26

O Laboratório de Estudos Rurais (LERU), por meio de seus pesquisadores e estudantes, participou do 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia, realizado entre os dias 15 e 18 de outubro de 2025, na cidade de Juazeiro, Bahia. O evento foi promovido pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) em parceria com diversas instituições acadêmicas, organizações sociais e movimentos da agroecologia, tendo como tema “Agroecologia, Convivência com os Territórios Brasileiros e Justiça Climática”.

Considerado o maior evento latino-americano dedicado à agroecologia, o congresso reuniu mais de seis mil participantes, entre pesquisadores, estudantes, agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas, gestores públicos e representantes de movimentos sociais, consolidando-se como um importante espaço de diálogo entre diferentes formas de produção de conhecimento.

A programação do congresso foi marcada por plenárias, painéis temáticos, atividades autogestionadas, apresentações de trabalhos científicos e espaços de diálogo entre saberes acadêmicos e populares. Entre os diversos espaços de troca de experiências estiveram os chamados “Tapiris de Saberes”, que reuniram trabalhos e debates organizados em diferentes eixos temáticos relacionados à agroecologia, educação, políticas públicas, saúde, comunicação e economia solidária.

Durante o evento, o LERU/CCA/UFSC esteve representado por pesquisadores e estudantes que participaram de sessões de apresentação de trabalhos e de debates científicos voltados à reflexão sobre os desafios contemporâneos da agricultura e da formação profissional nas ciências agrárias. Os professores e estudantes do LERU apresentaram sete trabalhos, fruto de suas pesquisas e ações de extensão. A presença do laboratório integrou um amplo conjunto de instituições acadêmicas e redes de pesquisa que vêm contribuindo para o fortalecimento do campo da agroecologia no Brasil.

O congresso também contou com forte participação de organizações da sociedade civil, entre elas a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), que promoveu diversas atividades durante o encontro, incluindo debates sobre justiça climática.

Ao reunir ciência, práticas sociais e saberes tradicionais, o Congresso Brasileiro de Agroecologia reafirma a agroecologia como campo científico, prática agrícola e movimento social, promovendo o diálogo entre universidade e sociedade e contribuindo para a construção de caminhos para sistemas agroalimentares mais sustentáveis e socialmente justos.

A participação do LERU neste importante encontro nacional reforça o compromisso da universidade com a produção de conhecimento crítico e com o fortalecimento de iniciativas voltadas à sustentabilidade socioambiental, à agricultura familiar e à construção coletiva de alternativas para o futuro da agricultura.

 

 

Tags: AgroecologiaTerritório

Apresentação de projeto de pesquisa de mestrado sobre “Enchentes”

18/03/2026 14:23

No dia 26 de setembro de 2025, o Laboratório de Estudos Rurais (LERU) recebeu a apresentação do projeto de dissertação de Laura Cristina Pereira de Oliveira, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PGDR/UFRGS) e colaboradora do laboratório. A atividade integrou a agenda de intercâmbios acadêmicos do LERU, consolidando-se como um espaço de diálogo e reflexão coletiva sobre temas contemporâneos das dinâmicas rurais.

A pesquisa apresentada, intitulada “Análise de conjuntura sobre as enchentes no Alto Vale do Itajaí entre os anos de 2008 a 2024”, propõe uma abordagem crítica das políticas públicas voltadas às populações atingidas por desastres socioambientais no estado de Santa Catarina. Fundamentada na metodologia de análise de conjuntura, a investigação busca identificar os principais atores sociais envolvidos, seus interesses, estratégias e as correlações de forças que atravessam a formulação e implementação dessas políticas .

O trabalho destaca a recorrência das enchentes no Alto Vale do Itajaí como expressão de vulnerabilidades socioambientais historicamente construídas, associadas tanto a fatores territoriais quanto a escolhas políticas e institucionais. Ao privilegiar a perspectiva das populações do campo — incluindo agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais — a pesquisa contribui para o avanço de uma agenda analítica ainda pouco explorada no campo dos estudos rurais .

A apresentação no LERU fomentou um debate qualificado entre pesquisadores, estudantes e colaboradores, permitindo o aprofundamento de questões teórico-metodológicas e o intercâmbio de experiências entre diferentes trajetórias acadêmicas e institucionais. Destacou-se, nesse contexto, a relevância da articulação entre pesquisa científica e compromisso social, especialmente em temas que envolvem conflitos socioambientais e a atuação do Estado.

Essa troca reforça o papel do LERU como espaço de produção coletiva de conhecimento e de fortalecimento de redes de pesquisa comprometidas com a análise crítica das transformações no meio rural. A participação de Laura, enquanto pesquisadora em formação e colaboradora do laboratório, evidencia a importância da circulação de ideias e da construção conjunta de agendas de investigação, contribuindo para o adensamento teórico e empírico das pesquisas desenvolvidas no âmbito do LERU.

Tags: Agricultura familiarEnchentesResistência

Pesquisadora do LERU participa do 11º Encontro da Rede de Estudos Rurais

18/03/2026 14:21

A professora e pesquisadora Karolyna Marin Herrera, integrante do Laboratório de Estudos Rurais (LERU) do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, participou do 11º Encontro da Rede de Estudos Rurais, realizado 01 a 05 de setembro de 2025, na Universidade Federal da Bahia em Vitória da Conquista, Bahia. O Encontro da Rede é um dos principais espaços de intercâmbio acadêmico dedicados à reflexão sobre transformações sociais, políticas e econômicas no meio rural brasileiro.

Durante o encontro, a pesquisadora realizou duas intervenções em diferentes espaços da programação científica. Na primeira apresentação, intitulada “A institucionalização dos estudos rurais feministas no Brasil e a Rede de Estudos Rurais: uma análise das transformações recentes”, a pesquisadora analisou o processo de consolidação de abordagens feministas no campo dos estudos rurais. A exposição discutiu como, nas últimas décadas, as perspectivas de gênero passaram a ocupar um lugar cada vez mais central nas agendas de pesquisa sobre o mundo rural, contribuindo para ampliar a compreensão das desigualdades sociais, das dinâmicas de trabalho e das formas de organização política das mulheres no campo. A análise também destacou o papel da Rede de Estudos Rurais como espaço de articulação científica que tem favorecido a circulação e a institucionalização dessas abordagens no debate acadêmico brasileiro.

Em uma segunda participação, a pesquisadora apresentou um vídeo produzido no âmbito de uma pesquisa coordenada por ela, no LERU. O vídeo denominado “O Protagonismo das Mulheres Rurais no Trabalho e Gestão”, é um material audiovisual que apresenta a rotina diária de uma mulher agricultora. A rotina desta mulher pode ser muito bem extrapolada para as realidades de muitas outras mulheres agricultoras e evidencia suas contribuições para a organização do trabalho agrícola, para a gestão das unidades produtivas e para os processos de construção de autonomia econômica e política nos territórios rurais.

A apresentação do vídeo integrou um espaço de diálogo voltado à valorização de metodologias de pesquisa que articulam produção científica, comunicação do conhecimento e valorização das experiências sociais das mulheres no meio rural. Ao dar visibilidade às trajetórias, práticas e estratégias das agricultoras, o material contribui para ampliar o reconhecimento do papel das mulheres na agricultura e nas dinâmicas de desenvolvimento rural.

A participação da professora Karolyna no encontro reforça a presença do Laboratório de Estudos Rurais (LERU) nos debates acadêmicos nacionais sobre transformações do mundo rural, destacando a relevância das abordagens feministas para a compreensão das relações sociais, das formas de trabalho e das dinâmicas de poder nos territórios rurais contemporâneos.

Tags: GêneroMulheres rurais